Zélia Duncan e Mariene de Castro celebram o samba em Belo Horizonte

Shows acontecem neste fim de semana, no CCBB

por Walter Sebastião 22/01/2016 08:00

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 Premiodamusica.com.br/divulgação
(foto: Premiodamusica.com.br/divulgação)
“É melhor ser alegre que ser triste/ Alegria é a melhor coisa que existe/ É assim como a luz no coração.” Esses são os versos de Vinicius de Moraes para Samba da bênção, parceria do poeta com Baden Powell. Embora essa canção não esteja no repertório dos shows que Zélia Duncan e Mariene de Castro farão em BH, ela sintetiza o astral da apresentação, diz Mariene.


“É alegria da alma, da música, do samba e da baianidade”, diz a cantora nascida em Salvador, contando ter descoberto há pouco que Zélia é filha de baianos. O repertório da dupla reúne composições de Dona Ivone Lara, João Bosco, Roque Ferreira, João Nogueira, Luiz Carlos da Vila, Candeia e Pedro Luís, além dos mais diversos tipos de samba.

Foi Mariene quem “encheu a cabeça de Zélia” para fazer um disco de samba. “Ela canta lindamente. Não considero uma escolha, pois o samba estava em Zélia, só que latente. Agora floriu, desabrochou”, garante a baiana. “Sempre achei que quanto mais gente canta samba, melhor”, afirma, saudando os jovens em lua de mel com o gênero, artistas que resgatam composições antigas ou pouco conhecidas e o surgimento de intérpretes e compositores dedicados ao gênero. “É um modo de guardar a nossa memória. Isso alimenta um desejo meu de que o samba seja, cada vez mais, a representação do nosso povo”, observa.

CURA “O samba é como pai e mãe ensinando a andar, a se comportar e a sentir a vida. É uma cura, como diz esta letra de Vinicius: ‘Samba é a tristeza que balança/ E a tristeza tem sempre uma esperança/ De um dia não ser mais triste não”, afirma Mariene, lembrando que a música ajudou a curar as dores dos negros.

A baiana gosta, especialmente, das interpretações de quem ama o samba e coloca esse sentimento na música. A diversidade de estilos reflete a diversidade brasileira, evidenciada por sotaques, batidas diferentes e o acréscimo de instrumentos além daqueles tradicionais. “Assim vai sendo construída uma história profunda, que toca a alma com a sua verdade”, observa Mariene.

AVENTURA
“Uma aventura maravilhosa”. Assim Zélia Ducan define sua parceria com Mariene de Castro no palco. “Ela é cantora forte, intérprete de verdade. Intensa, suave, generosa e grande amiga”, diz Zélia, em entrevista por e-mail. Um dos prazeres do show das duas, explica, é a vivência com um gênero musicalmente amplo e emocionante, que permite os mais diversos olhares.

Para Zélia, a apresentação também é oportunidade para mostrar um pouco de sua produção como compositora, inclusive com os parceiros Xande de Pilares, Arlindo Cruz e Zeca Baleiro. A direção e o repertório do espetáculo são assinados por José Maurício Machline. Ele selecionou as canções que julga importante serem ouvidas na voz da dupla. Por sua vez, Zélia e Mariene incluíram os sambas que gostam de cantar.

A dupla se apresenta com Webster Santos (direção musical), Pedro Franco, Pretinho da Serrinha e Tiago da Serrinha. Os três primeiros tocam vários instrumentos de cordas, o último é percussionista e todos compõem. O show integra a programação itinerante do 26º Prêmio da Música Brasileira.

ZÉLIA DUNCAN E MARIENE DE CASTRO
Amanhã e domingo, às 20h. CCBB, Praça da Liberdade, 450, Funcionários, (31) 3431-9400. Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). É recomendável conferir a disponibilidade de entradas.

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