David Bowie deixa galáxia de muitos herdeiros musicais

Influência é encontrada entre artistas de diversos estilos

por AFP - Agence France-Presse 11/01/2016 13:11

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Reprodução / Internet
(foto: Reprodução / Internet)
Radiohead, Kanye West, Lady Gaga e muitos outros: a influência artística de David Bowie, que cultivou um gosto pela experimentação musical até seu último álbum, foi imensa e é encontrada entre os artistas com estilos muito diferentes.

Mais do que qualquer outro, Bowie encarnava a "cultura pop" com um esforço contínuo de se reinventar e capturar o espírito da época, através de canções que transitaram pelo folk, rock, funk e jazz. Mas também com todos os seus personagens e seus figurinos extravagantes criados desde o final dos anos 60.

Assim como seu trabalho, explosivo e variado, a sua influência é agora reivindicada por muitos músicos que, na falta de aderir a toda a discografia do Thin White Duke, se veem em certos períodos de um artista camaleão.

 

Logo após o anúncio de sua morte, o rapper Kanye West assegurou que "David Bowie foi uma de (suas) principais fontes de inspiração". A popstar Madonna também confidenciou seu pesar nas redes sociais, recordando que Bowie foi "o primeiro show que eu vi, em Detroit".

 

"Uma verdadeira inspiração", escreveu o grupo americano Pixies que acompanhou a sua mensagem no Twitter com uma foto que resume a influência de Bowie no rock: o cantor rodeado por um grande grupo de fãs, incluindo Billy Corgan dos Smashing Pumpkins, Dave Grohl do e Foo Fighters ou Robert Smith do The Cure.

 

O site especializado Allmusic.com, que lista as influências entre artistas, encontrou mais de 120 artistas e grupos inspirados por David Bowie.

 

Encontramos nesta lista bandas de rock britânicas como Joy Division, cujo líder Ian Curtis venerava Ziggy Stardust, Radiohead, Suede e Duran Duran. Como muitos grupos visivelmente seduzidos pelo período mais "new wave" de Bowie, no final dos anos 1970.

 

Também figuram estrelas mais inesperadas como os integrantes da banda de hard-rock Kiss, cujo parentesco parece residir mais no estilo do glam-rock e na maquiagem, ou Lady Gaga, especialista em mudanças de figurinos e personagens como Bowie.

 

Com a mesma preocupação de se transformar e misturar gêneros, a lunática islandesa Björk é provavelmente a que mais se assemelha a ele.

 

Para todas, a importância de Bowie está no fato de ele reinventar seus próprios códigos: "ele era verdadeiramente iconoclasta e original", disse à AFP Caroline Sullivan, crítica do The Guardian, que visitou no mês passado a casa de infância de Bowie, no sul de Londres, para um documentário

'Um álbum de Bowie é uma odisseia'

A maioria das estrelas do rock saem mais ou menos de um molde, mas não há ninguém como Bowie, nem antes dele e nunca haverá depois dele", acrescenta ela. "Ele estava ciente desde o início que o rock, e que a música em geral, não poderiam ser satisfeitas por si só e que deveriam ser acompanhadas por um bando de feixes: um álbum de Bowie é uma odisseia", ressaltou o jornalista Christopher Conte, autor de um documentário recente sobre a estrela.

Sua influência foi, por vezes, mais direta: ele produziu discos para Lou Reed (o álbum Transformers) e Iggy Pop. Ele também trabalhou com Brian Eno em sua "trilogia de Berlim" no final dos 1970. Também foi ouvido cantando com o grupo Queen, Mick Jagger ou, mais recentemente, The Arcade Fire, para o qual Bowie se tornou uma corista em 2013.

 

Uma influência que foi sentida através dos tempos. Entre os mais notáveis %u200B%u200Bincluem a famosa versão acústica de The Man Who Sold The World por Nirvana na década de 1990 ou Heroes pelo Blondie no início de 1980.

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