Moacyr Franco faz show em Belo Horizonte ao lado de Antonio Bahense

Mineiro se apresenta na noite desta sexta-feira no Sesc Palladium

por Ana Clara Brant 18/12/2015 08:00

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Acervo pessoal
(foto: Acervo pessoal)
Não é a primeira vez que os cantores Moacyr Franco e Antonio Bahense dividem o mesmo projeto. A parceria começou há três anos, quando os dois se apresentaram no Teatro Sesiminas, em BH. Desde então, Bahense vem convidando artistas como Agnaldo Timóteo, Tânia Alves e Sílvio Britto para cantar nos palcos da capital. Nesta sexta-feira à noite, a dupla repete a dobradinha no Sesc Palladium.

“Temos repertórios distintos. Então, é como se a pessoa comprasse o ingresso de um evento e ganhasse dois. Abro a noite e depois vem o Moacyr. A ideia é atender aos fãs na faixa de 50 a 70 anos, pois eles poderão curtir os ídolos do passado que não estão mais na grande mídia”, explica Bahense, que prepara um disco de inéditas para 2016.

Nascido em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, Moacyr Franco tem pouco contato com a cidade natal, mas cultiva as amizades que fez em Uberlândia. Com mais de cinco décadas de carreira, o cantor, compositor, ator, apresentador e humorista atua em todas essas áreas – seja percorrendo o Brasil com seu show, seja fazendo graça no humorístico A praça é nossa, exibido no SBT/Alterosa.

“Esse programa tem um formato antigo, simples. O Carlos Alberto de Nóbrega não muda, pois o êxito da Praça... vem de anos. É aquela coisa: em time que está ganhando, não se mexe. Procuro inovar no texto, criando bordões que sempre fazem sucesso. Aliás, quando ponho a peruca e encarno o Jeca Gay, o público vai ao delírio”, observa Moacyr.

ESTÚDIO

Em 2016, Moacyr Franco vai completar 80 anos e planeja algo especial para marcar a data. Atualmente, ele tem se dedicado ao novo site e a incentivar jovens músicos. Com um estúdio nos fundos de casa, em São Paulo, o veterano vem descobrindo talentos. “Em vez de ficar na rua fazendo besteira, a molecada faz música. É um barato. Aprendo muito com eles, pois a gente deve se renovar. Não dá para ficar discutindo com o tempo: ou você acompanha ou morre. O mundo muda, isso é natural”, apregoa.

Pai de seis filhos – todos ligados às artes –, Moacyr se destacou no cinema com um pequeno papel no filme O palhaço (2011), dirigido por Selton Mello. Como o delegado Justo, ele conquistou o prêmio de ator coadjuvante no Festival de Cinema de Paulínia.

Aliás, sua carreira como ator vem de longa data. Um dos trabalhos de que ele mais se orgulha é o musical Como vencer na vida sem fazer força (1964), no qual contracenou com Marília Pêra, que morreu no início do mês, e Procópio Ferreira (1898-1979). “Ficamos um ano em cartaz com uma trilha de mais de 40 músicas e 50 bailarinos. Todas as noites, lotava. Até o então presidente da República, Castello Branco, foi nos ver. A gente cantava, dançava e atuava. Marília estava linda. Foi uma época muito feliz”, recorda.

MOACYR FRANCO E ANTONIO BAHENSE
Nesta sexta-feira, às 20h. Grande Teatro do Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro, (31) 3214-5350. R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia-entrada).

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