"Eu perdoaria. Sou um grande fã do amor", diz Pablo sobre novo disco, 'Desculpe aí'

Canções do novo álbum alternam finais felizes, frustrações, pedidos de desculpa e tentativas de reconciliação

por Larissa Lins 02/12/2015 10:14

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Luiz Fabiano/Divulgação
Pablo continua cantando o amor, os desencontros e a sofrência (foto: Luiz Fabiano/Divulgação)
Pablo ressurgiu nos palcos com visual diferente: óculos de grau, roupas em tons sóbrios, pouca maquiagem, cabelo cortado. O disco recém-lançado, Desculpe aí (Sony, R$ 16,90), porém, segue a linha dos álbuns anteriores: alterna finais felizes, frustrações, pedidos de desculpa e tentativas de reconciliação - sobre o mesmo pano de fundo, o relacionamento a dois. A sofrência, claro, não sai de cena. Em entrevista o cantor baiano comenta o novo figurino e a associação entre as letras das músicas e a vida pessoal.

Sobre as 13 faixas do disco - todas compostas por parceiros - adianta: “Eles me enviam as músicas. São conhecidos que sabem o meu gosto, o que combina comigo, e me mandam.” A receita do sucesso, segundo Pablo, é cantar o amor vivido pelas pessoas.


ENTREVISTA

 

A temática do álbum seria uma espécie de “continuação” das histórias de amor do disco anterior? Seria uma reconciliação após Homem não chora, por exemplo?
Não… (risos) Se você rever meus outros discos, todos têm a mesma temática. Eu canto o amor vivido pelas pessoas, por isso que se encaixam tão bem. É o cotidiano. A reconciliação, os desencontros, o amor perdido.

Seu figurino e visual também foram modificados. Roupa, cabelo e barba estão diferentes. Qual o intuito? Foi uma iniciativa sua ou recebeu essa orientação?
Eu gosto de mudar, inovar. Faço o que me dá vontade. Se hoje estou com vontade de usar roupa mais chique, eu uso. Se quero ficar mais esporte, eu fico. É o que me vem na cabeça na hora. Claro que, em algumas exceções, eu peço opiniões. E recentemente, no Prêmio Multishow, utilizei um personal de estilo. O cabelo eu cortei, porque não aguentava mais ter que acordar sempre uma hora antes pra arrumar. E a barba é algo que eu curto também.

No disco, se alternam músicas sobre corações partidos e sobre amores bem sucedidos. Alguma delas reflete experiências pessoais?
Não… (risos) É que eu canto realmente o que as pessoas sentem. Canto com a emoção de quem já sofreu por amor.

Pablo, pessoalmente, acredita no amor? Nas reconciliações? Perdoaria alguém com os argumentos da letra de Desculpe aí?
Eu acredito, sim. E muito. Sou casado há 15 anos com minha esposa, Adrielle. Eu perdoaria. Sou um grande fã do amor.

Pablo já usou a música como pedido de desculpa? E como declaração de amor?
Claro! Quem não escuta aquela música no rádio e grava para enviar para a pessoa amada? A música faz parte da vida de todos. Tem sempre uma música que marcou aquele ou esse momento especial de alguém.

Você se casou cedo. Usou composições suas no processo de conquista? E ao longo do relacionamento, a história do casal tem inspirado letras suas?
Eu sou muito fã de Zezé Di Camargo e Luciano. Cantei já muito as músicas deles nas serestas, e já mandei muitas pra minha esposa. Tem muita música minha também ao longo desses anos embalando o nosso relacionamento.

Como define a nova fase da carreira? Quais os próximos planos? Algum projeto em paralelo à divulgação do novo disco?
Graças a Deus estou vivendo uma fase maravilhosa em minha carreira. Colhendo os bons frutos que plantamos ao longo de quase 16 anos de trajetória. Estamos planejando um novo DVD. Ainda sem data e sem local escolhido. É algo que quero muito, logo após trabalhar o CD Desculpe aí. Outra ideia é uma turnê paralela à minha com o Zezé Di Camargo e Luciano. Tipo o que o Leonardo e o Eduardo Costa fazem. É algo nessa linha que pensamos, e também um DVD nesse formato.

Em relação aos novos nomes da música contemporânea, quais tem observado? Algum te inspira em especial? Alguém serve como referência?
Tem muita gente boa no mercado. Referência pra mim é Zezé Di Camargo e Luciano. Mas, tem o Luan Santana que é um meteoro, Gabriel Diniz que é do estado de Pernambuco. Fizemos um programa de TV em São Paulo recentemente que foi maravilhoso. O Wesley que é um grande nome no mercado atual também.

E como tem sido a relação com os fãs? Usa as redes sociais para se comunicar com o público, para acompanhar o feedback?

Uso o Instagram, geralmente. Confesso que não sou muito ligado nas redes, mas sempre que dá, dou uma espiadinha. Vejo o que a galera comenta, falo com eles por lá também. É bacana essa interação. Costumo publicar algo do meu dia dia, sei que o pessoal curte saber da intimidade. Além de todo o trabalho do Pablo, que eu e minha equipe sempre publicamos para os fãs ficarem inteirados.

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