Arnaldo Baptista comenta sua discografia

A capa de 'Faremos uma noitada excelente' (1988) precisou se refeita

por Eduardo Tristão Girão 30/11/2015 17:03

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Canal 3/Reprodução
Caixa que chega às lojas esta semana terá todos os álbuns da carreira solo do artista (foto: Canal 3/Reprodução )
Nas lojas a partir desta semana, a caixa Arnaldo Baptista guarda todos os álbuns da carreira solo do artista, inciada após a saída dos Mutantes, em 1973: o clássico Loki? (1974), considerado por muito o mais importante de sua obra; Singin’ alone (1982); Elo perdido+ (gravado com a banda Patrulha do Espaço em 1977 e lançado em 1988); Faremos uma noitada excelente (gravado ao vivo em 1978 com a Patrulha e lançado em 1988) e Let it bed (2004).

Singin’ alone, Elo perdido+ e Faremos uma noitada excelente foram remasterizados pelo estúdio paulistano Classic Master, de Carlos Freitas, um dos principais engenheiros de som do país. Os dois discos gravados com a Patrulha do Espaço aparecem pela primeira vez em CD, já que foram lançados originalmente em vinil e estavam fora de catálogo desde 1988.

No caso de Elo perdido+, o sinal + (que não faz parte do título original) deve-se ao fato de que foram acrescentadas cinco faixas inéditas, – Singin’ again, The cowboy, Sanguinho novo, Imagino e Sr empresário. Elas ficaram de fora do repertório e estavam numa fita cassete (daí a diferença de áudio na nova versão do álbum) que chegou às mãos de Baptista por meio de Osvaldo Gennari Filho, baixista da Patrulha do Espaço.

Há inéditas também em Let it bed, mais recente disco de Baptista, que ganhou as músicas Ai garupa e Tacape, resgatadas de arquivos com pelo menos 30 anos. Já o disco Singin’ alone segue o repertório da edição relançada em 1995, o que inclui a clássica Balada do louco como faixa bônus, em versão com vocal de Arnaldo Baptista, produção de Guto Graça Mello, e Daniel Salinas assinando arranjo de cordas e regência – esse disco também ganhou comentários do artista para todas as faixas.

Certas capas e encartes tiveram de ser refeitos ou restaurados, pois alguns originais desapareceram. A capa de Singin’ alone, por exemplo, foi recuperada a partir de um CD comprado pela internet para o projeto. Quando não foi possível restaurar as artes dos encartes, novos desenhos foram providenciados, tendo em vista manter o estilo parecido com o original. As capas de Elo perdido+ e Faremos uma noitada excelente foram refeitas a partir de fotos dos anos 1970, pois foi impossível utilizar capas de velhos vinis como base para reprodução.

Amanda Copstein/Divulgação
Hoje, Arnaldo se dedica a filosofar, pintar e pesquisar novos e antigos sons (foto: Amanda Copstein/Divulgação)
DISCOGRAFIA

(comentada pelo autor)

Loki? (1974)
“Uma experiência, no sentido de eu ser reconhecido não apenas como Mutante, mas também pianista. Na música É fácil, também sou reconhecido como guitarrista.”

Singin’ alone (1982)
“Semente da mente. Envolve o fato de eu estar plantando uma semente num solo relativamente bem adubado do que eu ainda pretendo ser, que é uma one man band.”

Elo Perdido+ (1988)
“Rock de garagem com sangue novo. Estava fazendo uma coisa na qual o som das vozes era muito fraco e o piano era de armário. Tudo foi tocado no quarto onde dormíamos.”

Faremos uma noitada excelente (1988)
“Estava explorando novos palcos e equipamentos naquela época. Usei esse disco para indicar o sentido do novo show que estava apresentando.”

Let it bed (2004)

“Não me recordo bem das gravações, mas foi uma espécie de homenagem a John Lennon. Dê uma chance à paz, ao psicodelismo, a tudo. Toquei todos os instrumentos. Cansei, mas foi maravilhoso.”

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