150º aniversário de 'Alice no país das maravilhas' é comemorado com ópera-rock

Criação é da comédia musical é assinada por Damon Albarn, do Blur e Gorillaz

por AFP 26/11/2015 11:47

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wonder.land/Divulgação
Musical 'wonder.land' é uma ópera-rock criada por Damon Albarn, do Blur, para homenagear os 150 anos de 'Alice no país das maravilhas' (foto: wonder.land/Divulgação)
Imagens digitais, pixels e redes sociais: para o 150º aniversário da publicação de Alice no País das Maravilhas, o roqueiro britânico Damon Albarn se apropria deste ícone surrealista em uma comédia musical com os pés no mundo digital. Baseado livremente na obra-prima de Lewis Carroll, o espetáculo de quase duas horas, intitulado wonder.land, está em cartaz desde o início desta semana no National Theatre de Londres e viajará ao Théâtre du Châtelet, em Paris, em junho de 2016.

 

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(foto: wonder.land/Divulgação)
Este musical com ares de ópera-rock começa na casa de Aly (Lois Chimimba), uma adolescente complexada, em crise com seus pais e alvo de bullying nas redes sociais. Para escapar, a garota se conecta com seu celular a wonder.land, um mundo virtual que recria o País das Maravilhas, criado em 1865 pelo reverendo inglês Charles Lutwidge Dodgson, o verdadeiro nome de Lewis Carroll. Neste mundo de pixels que promete "realizar seus sonhos", Aly cria 'Alice', seu avatar, dando-lhe qualidades que ela acredita que não tem: beleza, inteligência, capacidade de ser amada.

 

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(foto: wonder.land/Divulgação)
A direção é de Rufus Norris e a música de Damon Albarn, líder das bandas Blur e Gorillaz. "A ideia de transferência (da história para um mundo virtual) é uma reação ao relacionamento de minha filha com as redes sociais e outras coisas que procura na internet e que eu ainda não entendo", afirmou Albarn. O musical foi muito bem recebido pelos críticos britânicos. "wonder.land é o melhor e mais estranho musical familiar britânico em muito tempo, e será irresistível para aqueles que tentam despertar o adolescente que dorme em si", escreveu o crítico do jornal Sunday Times.
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(foto: wonder.land/Divulgação)
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