Marina Lima encanta fãs com performance intimista em Belo Horizonte

À vontade, sentada na poltrona com seu violão, a cantora, acompanhada do baixista Edu Martins, relembrou grandes sucessos e apresentou novas canções

por Helvécio Carlos 17/11/2015 09:30

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Gerações diferentes, outras tribos. Não importava a qual delas pertenciam os fãs de Marina Lima que lotaram o Cine Theatro Brasil Vallourec, na sexta-feira à noite. Todos se mostravam ansiosos em ouvir a cantora, que há um bom tempo não dava as caras em Belo Horizonte. Vítima de erro médico que lesionou suas cordas vocais no fim dos anos 1990, conforme revelou em entrevista a Marília Gabriela, Marina não recuperou a voz que a fez famosa na década de 1980. Mas continua encantando os fãs.

HELVÉCIO CARLOS/EM/D.A PRESS
Marina cantou hits de sua carreira e sucessos de Cazuza e Renato Russo (foto: HELVÉCIO CARLOS/EM/D.A PRESS)
Em BH, ela fez uma performance intimista. Bem à vontade, sentada na poltrona com seu violão, a cantora, acompanhada do baixista Edu Martins, relembrou grandes sucessos e apresentou novas canções. Marina também contou muitas histórias, divertindo o público.

Sedutora – da performance no palco às parcerias com o irmão, o poeta Antônio Cícero –, Marina manteve a plateia na palma da mão, mesmo que a voz, vez por outra, falhasse. “Saudades de vocês”, anunciou ela, abrindo o famoso sorriso, sua marca registrada. “Eu também”, respondeu um fã, mais soltinho. “Vamos compensar isso hoje”, retribuiu ela.

FÃ-CLUBE A paixão de Marina por Belo Horizonte vem do início da carreira. Entre uma canção e outra, ela lembrou que seu primeiro fã-clube, Todas, surgiu na capital mineira. “Tenho uma relação bacana com BH. Fiz shows importantes por aqui. Já estava chateada por não vir mais. Será que vamos nos perder?”, questionou. “Vem morar aqui!”, gritou outro admirador. “Agora que moro em São Paulo, posso fazer tudo”, brincou a autora de Fullgas.

Durante o bate-papo, Marina contou que Primeiro de abril, do disco Virgem (1987), foi incorporada pela primeira vez a uma turnê. “Ela foi composta no violão. Não tinha muito sentido acrescentá-la no repertório dos outros shows. Coube neste. É o meu lado Joni Mitchell, que sempre adorei”, comparou.

A cantora e compositora brincou ao revelar que críticos e músicos não reconhecem como sambas quatro de suas composições, mas não revelou quais. “Isso me intriga demais”, debochou, bem-humorada. “Mas agora ninguém pode questionar: esta qui é quase um Adoniram Barbosa”, garantiu, antes dos primeiros acordes de Da Gávea.

RENATO Marina fez homenagem a Renato Russo com uma releitura de Cedo. “Sempre me lembro do Renato. Fico pensando o que ele estaria fazendo hoje. Fora que estaria indignado com o Brasil. Que país é este? foi composta há anos, mas as coisas continuam as mesmas”, criticou. De Cazuza, ela cantou Carente profissional, uma das duas músicas do repertório de “Caju” gravadas por ela – “até agora”, avisou.

Depois de errar os primeiros acordes de Na minha mão, Marina não se inibiu em reiniciá-la. “Não gosto de errar essa música. Vai de novo”, comentou, sob aplausos. Quase no finalzinho da apresentação da turnê No osso, ela se levantou do sofá e trocou o violão pela guitarra, garantindo a dose de rock and roll à noite. A plateia fez coro em Uma noite e meia e À francesa.

Marina deixou o palco emocionada. E a plateia seguiu para casa com a certeza de ter reencontrado uma artista especial que fez história no pop nacional, apesar dos altos e baixos de sua voz.

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