Capital Inicial lança álbum gravado em Nova York

CD conta com três músicas inéditas e regravações

por Mariana Peixoto 13/11/2015 10:20

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Reprodução/Instagram
15 anos depois do primeiro acústico, banda visita NY (foto: Reprodução/Instagram)
Em março de 2000, o Capital Inicial gravou seu Acústico MTV. As ambições de todos os envolvidos– banda, gravadora (a extinta Abril Music) e MTV – eram para lá de modestas, Dinho Ouro Preto afirma hoje. “Tanto é que a gente teve só um dia de gravação (ao contrário de outras bandas, que gravaram seu acústico em dois) e num teatro pequeno (o Mars, em São Paulo, para não mais do que 100 pessoas).

 

"O que veio depois daquela noite mudou radicalmente a história da banda. O álbum tornou-se um dos projetos do gênero mais vendidos da MTV (quase 2milhões de cópias), graças à maciça execução de Tudo que vai e Natasha (as duas inéditas do disco), Primeiros erros (Kiko Zambianchi), Cai a noite, Independência e Fogo, todas regravações. O Capital soube, como ninguém, surfar a boa onda.

 

Em 15 anos, lançou cinco álbuns e um EP de inéditas, fora projetos especiais. Mais: correu Brasil afora fazendo shows em qualquer canto deste país. Resultado: tornou-se um caso único na história da geração 80. É muito mais popular hoje do que foi em sua fase oitentista. Tanto que se deu ao luxo de ir para Nova York para gravar seu segundo acústico, que tem lançamento hoje.

 

Reprodução/Instagram
Thiago Castanho, ex-Charlie Brown JR, Seu Jorge e Lenine participam do álbum (foto: Reprodução/Instagram)
Gravado em 6 de junho noTerminal 5, casa de shows no Hell’s Kitchen, o Acústico NYC reúne 19 faixas no CD e 23 no DVD. À exceção da canção Belos e malditos, rescaldo dos anos 1980, todas as faixas do álbum são de 2000 para cá (Eu nunca disse adeus, Quatro vezes você, Como se sente entre elas). Como no projeto anterior, há neste inéditas (Amina, Doce e amargo e Vai e vem, o primeiro single), regravações (Tempo perdido, daLegião Urbana, e Me encontra, do Charlie Brown Jr.) e convidados (Lenine e Seu Jorge).

 

Aos 51 anos, após 17 de sua volta ao Capital e seis do acidente em Patos de Minas que o tirou de circulação por seis meses, Dinho Ouro Preto afirma que a banda só vingou nesta segunda fase porque “olhou obstinadamente para frente”. Para o projeto, além dos quatro integrantes (Dinho, os irmãos Fê e Flávio Lemos, bateria e baixo, respectivamente, e o guitarrista Yves Passarell, aqui confortável ao violão), houve um grande reforço nas cordas: Fabiano Carelli, Thiago Castanho e Liminha (também produtor do álbum) empunharam violões. Há ainda teclados (Robledo Silva) e percussões (Marivaldo). “É um acústico entre aspas, pois todos os violões foram processados, há muita distorção”, diz o vocalista.

 

O cenário nova-iorquino é, na opinião de Dinho, uma prestação de contas com o passado da banda. “A centelha original do rock Brasília são os Ramones”, afirma. Projeto ousado em ano de crise (é um dos mais caros da Sony Music em 2015), Dinho comenta que a explosão do dólar não afetou em nada. O show e um ensaio tiveram ingressos pagos. A plateia, de 1,5 mil pessoas, foi basicamente brasileira – 10% dos fãs viajaram do Brasil para assistir ao show. No Brasil, a turnê só começa em janeiro. Terá o mesmo formato, com somente uma baixa (Liminha) na formação. O repertório deve incluir canções do primeiro acústico. Mas só por causa da força das canções, já que o Capital de hoje consegue fazer um show inteiro sem olhar para trás.



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