Mineirinho reúne músicos e fãs de Raul Seixas na festa 'O Baú do Raul'

Festival presta homenagem ao Maluco Beleza neste sábado, em celebração que terá ainda exposição de fotos e manuscritos do cantor

por Fernanda Machado 13/11/2015 08:00

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Juan Luis Guerra/Divulgação
Raulzito teria hoje 70 anos (foto: Juan Luis Guerra/Divulgação)
Ao ser questionado sobre a forma como o ídolo do rock Raul Seixas estaria lidando com a conjuntura política e social da atualidade, seu parceiro de palco e estúdio Rick Ferreira crava: “Ele já previa tudo que ia acontecer, e demonstrava isso nas letras e entrevistas. Ele escreveu Aluga-se, por exemplo. Se as pessoas tivessem ouvido o que ele dizia, as coisas estariam diferentes”.


Quem quiser relembrar a mensagem de Raulzito, com toda sua ironia, humor e sagacidade, terá oportunidadeneste sábado , em mais uma edição do tributo O baú do Raul. A festa, que será promovida no Mineirinho, comemora os 70 anos do cantor e compositor, que seriam completados em julho.

Produzido desde 1992 por Kika Seixas, viúva do músico, e Vivi Seixas, a filha, O baú do Raul chega pela primeira vez a Belo Horizonte e com novo formato, agora como festival. Antes do tributo, vão se apresentar as bandas Falcatrua, Concreto, Balão Vermelho, Uai Horses e Velotrol. Além das atrações musicais, o Mineirinho ainda vai receber uma exposição com fotos, manuscritos de letras e cartas escritas por Raul Seixas.

Raissa Forte/divulgação
Sandra de Sá é um dos destaques do festival e promete cantar sua versão do clássico 'Ouro de tolo' (foto: Raissa Forte/divulgação)
CONVIDADOS
Como de costume, a homenagem ao Maluco Beleza contará com uma banda base, com Arnaldo Brandão no baixo, Rick Ferreira e Luce Luciano nas guitarras, Carlos Sales na bateria e Gê Fonseca nos teclados. Rick e Arnaldo dividem os vocais com os convidados Clemente Nascimento e Philippe Seabra, da banda Plebe Rude, Marcelo Nova, Baia, Sideral, André Miglio e Sandra de Sá.

O baixista Arnaldo Brandão, que tocou com Raul nos anos 1970, também é produtor musical do tributo. Ele conta que, desde que Kika idealizou O baú do Raul, pensou em trazer pessoas que tiveram contato musical com o roqueiro e, como convidados, artistas que se identificavam com a música de Raulzito. “Acho o projeto importante porque vale a pena lembrar a história, a musicalidade e a poesia do Raul. E a porra-louquice também”, brinca Arnaldo.

Já para Rick Ferreira, que participou de toda a discografia de Raul a partir do álbum Gita, além de produzir o disco Wah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum, manter a obra do compositor viva é tarefa essencial. “Costumo dizer que tive dois impactos musicais na minha vida: um quando ouvi Beatles, e o segundo quando ouvi a obra do Raul. Para mim, ele é o maior artista que já existiu no país”, diz. “Festivais como esse mostram que a obra do Raul permanece lembrada e relevante”, completa.

A cantora Sandra de Sá, uma das convidadas desta edição, revela que deve repetir a versão que gravou para o DVD O baú do Raul em 2004, do clássico Tente outra vez, e ainda cantar Ouro de tolo. “Minha relação com a obra do Raul é de fã e gênio. E gênio não se discute.”


O Baú do Raul
Neste sábado, a partir das 13h, no Mineirinho (Av. Antônio Abrahão Caran, 1.000, São Luiz). Ingressos entre R$ 30 e R$ 60 (arquibancada); R$ 60 e R$ 120 (pista e cadeira), R$ 100 e R$ 200 (pista premium) e R$ 150 e R$ 300 (camarote). Informações: (31) 3243-3352

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