Juçara Marçal traz a BH show inspirado em quilombos de São João da Chapada

Show conta com participação de Cadu Tenório e acontece neste domingo, 15

por Shirley Pacelli 13/11/2015 08:00

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José de Holanda/Divulgação
Juçara Marçal vai se apresentar no festival Pequenas Sessões, ao lado de Cadu Tenório (foto: José de Holanda/Divulgação)
Veio dos cantos ancestrais dos negros de São João da Chapada, em Diamantina, a inspiração para a parceria de Juçara Marçal e Cadu Tenório. Domingo, 15, a dupla traz a Belo Horizonte o show do álbum Anganga, lançado em outubro. A apresentação é uma das principais atrações da sétima edição do festival Pequenas Sessões. Além de shows e bate-papos sobre intervenções na cidade, o evento promove a exposição #umlambepordia, em cartaz até dia 27, na Casa Una.


“Anganga” é um termo banto que remete a um ancestral maior, com sua força e sabedoria. A dupla traz a BH cantigas tradicionais do congado mineiro, mas em um contexto totalmente diferente a partir dos arranjos criados por Cadu Tenório. “É outra sonoridade. Não há a referência rítmica tão marcante”, explica a cantora Juçara Marçal.

Reconhecida pelo trabalho com influência afro, Juçara revela sua ligação com a comunidade quilombola de Nossa Senhora do Rosário, em Justinópolis, distrito de Ribeirão das Neves. “Já participei de várias festas lá. Sou apaixonada por toda essa manifestação em torno do congado”, diz a cantora, conhecida também por seu trabalho com o grupo Metá Metá, em São Paulo. Em 2014, ela lançou o CD solo Encarnado, considerado um dos discos mais importantes do ano.

No domingo, o público ouvirá as oito faixas do novo álbum, além de improvisos e sambas de Candeia e Dona Ivone Lara. Grande Anganga muquixe é uma das músicas preferidas de Juçara. “É uma oferenda”, explica ela, mas avisa, brincando, para o público se preparar. “Tem umas camadas de grave… O som é barulhento!”, diverte-se.

INTERCÂMBIO Daniel Nunes, idealizador do festival em parceria com Lise e integrante da banda anfitriã Constantina, diz que a ideia do projeto é promover o intercâmbio entre artistas. “Em 2008, a música instrumental não tinha visibilidade na grande na mídia. Sentia uma certa dificuldade em circular pelo país”, conta. Pequenas Sessões surgiu do desejo de criar em BH um espaço de compartilhamento.

Hoje à noite, sobem ao palco Jonathan Tadeu, Nobat, Bruno Nunes (El Conejo) e Dom Pedro, destaques da cena independente mineira. Amanhã à tarde, será a vez de Constantina reencontrar o projeto ruído/mm, de Curitiba. No domingo, Lise (MG) convida Juan Stewart (Argentina).

Quarta-feira, Constantina lançou o álbum Mexido, em que vários cineastas fizeram filmes a partir de canções e remixes da banda. “Abrimos o festival para conversar com manifestações artísticas além da música. Todas elas potencializam o nosso processo de composição”, conclui Daniel.

PEQUENAS SESSÕES

Sexta – Às 20h, pocket-show Quadrifônico, com El Conejo (MG/SP), Dom Pedro (RS), Jonathan Tadeu (MG) e Nobat (MG). Benfeitoria, Rua Sapucaí, 153, Floresta. R$ 5.

Sábado – A partir das 10h, feira e DJs. Às 16h, Constantina (MG) e ruído/mm (PR). Mercado Distrital, Rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro. R$ 10.

Domingo – Às 16h, Lise (MG), Juan Stewart (Argentina), Juçara Marçal (SP) e Cadu Tenório (RJ). Mercado Distrital, Rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro. R$ 10.

Até dia 27 – De segunda a sexta, das 14h às 22h. Exposição #umlambepordia, de Leonardo Beltrão. Casa Una Centro de Cultura, Rua Aimorés, 1.451, Funcionários. Entrada franca.

Programação completa: www.pequenassessoes.com

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