Djavan celebra a sina de viver em seu novo disco

Em 23º trabalho, cantor e compositor alagoano reverencia o Nordeste de sua gente, fala de amor e do Brasil. Turnê de lançamento começa por Juiz de Fora, em fevereiro

por Ana Clara Brant 09/11/2015 09:04

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Murillo Meirelles/Divulgação
Djavan: Facebook, Twitter e Instagram são importantes para a carreira (foto: Murillo Meirelles/Divulgação)
A primeira sensação quando se ouve a faixa que abre o novo disco de Djavan, Vidas pra contar, é de que o álbum é de algum artista ligado ao campo ou ao sertão, como Dominguinhos ou Humberto Teixeira. Mas não do autor de Oceano, Açaí e Eu te devoro.
 
Vem da viola de João Castilho o acorde inicial de Vida nordestina (“A vida não é de festa/ Para o povo do sertão/ Mas até quem não tem empresta/ Dá a mão/ A vida é mais dolorida/ Pra esse povo sofredor”), em que o cantor e compositor alagoano retorna às origens, revelando  a dor, a fé, a rica cultura e as agruras da gente do Nordeste. “Quando a compus, achei que ficou muito interessante, porque falava de muita coisa ligada aos nordestinos e tinha a ver com a minha origem. Justamente por ser uma canção inusitada, quis que ela abrisse o CD”, conta Djavan.
 
O 23º disco da carreira de Djavan traz esse retorno às raízes em forma de xote, mas também tem amba, pop, valsa, jazz e até bolero. Todas as composições são inéditas e assinadas or ele, também responsável pela produção e arranjos. “Assumir praticamente tudo é algo que faço há muitos nos. Acho bacana ser assim”, pontua. A escolha de Vidas pra contar (“Fui ver vidas pra contar/ Enquanto o sono incerto/ Não em/ Acolher/ Na noite eu perdi meu olhar”) para batizar o projeto foi algo natural. “Falo de vidas neste disco. Além de ser um título muito bonito, ele simboliza tudo o que quis dizer nesse trabalho”, comenta Djavan, que está completando 40 anos de carreira.
 
Entre as faixas de destaque, estão Enguiçado (“Tanto nego errado/ Enguiçado/ Dado a viver/ Com a coisa errada/ Inclinado a tudo ceder”), O tal do amor (Me vejo ao seu lado/Comoego inflado/ Eu vivo a querer/ O seu amor/ Seja como for”), Não é bolero (“Eu não digo que não/ Ela é bela e fera/ Mas não pondera/ E me deixa doidinho/ Quando eu penso que sim/ Ela dá de ombro”) e Primazia (Fique assim, assim/ Dê continuidade à mulher/ Que me faz tão bem como é/ Que vem no meio da noite/ Procurar o que quer).
 
 
Prestes a ser homenageado no Grammy Latino pelo conjunto da obra – a cerimônia está marcada para o dia 18, em Las Vegas, nos EUA –, o músico contou com o apoio dos fãs na
concepção de seu novo álbum. Eles elegeram a contracapa em votação pela internet. Djavan acredita que a interação é essencial hoje em dia, destacando que esse é o verdadeiro papel das redes sociais. “Facebook, Instagram e Twitter servem para divulgar o meu trabalho de forma rápida, prática e gratuita. A participação dos fãs é bem bacana”, defende.
 
Apesar de Vidas pra contar ser lançado agora, a turnê ficou para 2016. A estreia está programada para 25 de fevereiro, no Cine-Theatro Central, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. “Além de o teatro ser belíssimo e ter ótima infraestrutura, lá é um bom mercado. Sobretudo, fica perto do Rio, é viável e prático”, opina.
 
Até fevereiro, Djavan planeja divulgar o disco e tirar umas boas férias. “Vou descansar no melhor lugar: Maceió, minha terra”, avisa.
 
DJAVAN - VIDAS PARA CONTAR
Sony Music/Luanda Records
12 faixas
Preço sugerido: R$ 24,90


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