Creedence Clearwater Revisited promete hits marcantes em show deste domingo

Banda sessentista que marcou a história do rock se apresentam em Contagem, neste fim de semana

por Mariana Peixoto 06/11/2015 08:00

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Adele Gannaway/Divulgação
Show promete animar Contagem neste domingo (foto: Adele Gannaway/Divulgação)
É uma longa história com Minas Gerais, que tem início na noite de 22 de fevereiro de 1999. Um Mineirinho repleto de fãs, ao menos 20 mil pessoas, assistiu ao primeiro show do Creedence Clearwater Revisited por essas plagas.


Havia, na época, dúvida se a banda cover formada por dois integrantes do extinto Creedence Clearwater Revival (o baixista Stu Cook e o baterista Doug “Cosmo” Clifford) daria conta do legado dos irmãos Tom e John Fogerty. Para os puristas, seria o equivalente a Paul McCartney e Ringo Starr criarem um “Beatles Revisited” sem John Lennon e George Harrison.

Pois uma performance de fôlego que emendou uma sucessão de hits – dosando, com sabedoria, rock, country, folk, soul e blues –, comprovou que a nova formação era sólida.

O Creedence original lançou sete álbuns e durou apenas cinco anos (1967 a 1972). O Creedence revisitado está completando duas décadas. Depois da estreia em Belo Horizonte, a banda retornou outras vezes ao estado: 2000 (também no Mineirinho), 2001 (Divinópolis) e 2002 (Minas Shopping). Neste domingo, se apresenta no Espaço Só Marcas, em Contagem. Cook e Cosmo estarão acompanhados do vocalista John Tristao, do tecladista Steve Gunner e do guitarrista Kurt Griffey (este um integrante mais recente, que veio substituir Elliot Easton, membro fundador do The Cars).

COMEMORAÇÃO

 

O embrião do CCRevisited tem início em 1993, mais exatamente no show que comemorava os 25 anos da entrada da banda no Rock’n’roll Hall of Fame e o lançamento de seus primeiros discos. Durante a cerimônia, John Fogerty (seu irmão Tom morreu em 1990) se recusou a dividir o palco com Cook e Cosmo. Chamou outros músicos para a jam session.

O troco veio anos depois, em 1995, quando o baixista e o baterista, amigos desde a adolescência, criaram a nova banda. No começo, a ideia era fazer alguns shows privados, mas a demanda foi tanta que o grupo passou a contar com uma agenda de 100 apresentações mundo afora.

A briga parou nos tribunais. Fogerty não queria que a dupla usasse o nome Creedence Clearwater Revisited. Muita água rolou. Tanto que a banda chegou a se apresentar com o nome Cosmo’s Factory (título de um de seus álbuns). Fogerty perdeu a ação e cá estão novamente os músicos, tocando canções que fazem parte da história do rock: Who’ll stop the rain, Long as I can see the light, Down on the corner, I heard it through the grapevine, Midnight special, Proud Mary e Have you ever seen the rain?.

O CCRevisited tem apenas um álbum, o duplo Recollection (1998), que reúne 22 registros ao vivo das mesmas canções do Creedence original. Executadas com bastante entusiasmo, são um complemento para a história de uma banda cover de si própria.

Os fãs, pelo menos os de Minas, nunca tiveram do que reclamar do legado do Creedence. Depois das primeiras performances do Revisited, o próprio Fogerty veio a BH, há quatro anos, para uma empolgante apresentação no Chevrolet Hall. Ou seja, não é por falta de intérprete que não se vai ouvir o Creedence.

CREEDENCE CLEARWATER REVISITED – IN CONCERT
Show domingo, 8 de novembro, às 21h, no Espaço Só Marcas, Avenida Babita Camargos, 1.375, Contagem. Ingressos: de R$ 60 a R$ 450. Informações: (31) 3284-6006

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