Mônica Salmaso traz a BH show com as canções de Guinga e Paulo César Pinheiro

Cantora paulistana apresenta canções do disco 'Corpo de baile' no Palácio das Artes

por Ailton Magioli 18/09/2015 09:24

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Dani Gurgel/Divulgação
(foto: Dani Gurgel/Divulgação)
Quando gravou 'Corpo de baile', premiado como o melhor disco de MPB do ano passado, Mônica Salmaso imaginou que não conseguiria fazer a turnê, do álbum, tamanhas as exigências para a concepção dos arranjos e a formação da banda que a acompanharia nos palcos. “Se reduzisse o número de músicos, descaracterizaria totalmente o projeto”, afirma a cantora paulistana, que se apresenta no Palácio das Artes no fim de semana.

Com esforço e aprovação do projeto dos shows na Lei Rouanet, ela conseguiu reunir Paulo Aragão (violão), Neimar Dias (baixo e viola caipira), Teco Cardoso (sax, flautas e direção musical), Nelson Ayres (piano e acordeom) e Naylor Proveta (clarineta e saxofones), além do Quarteto Carlos Gomes, liderado por Claudio Cruz. “Todos apaixonados pelo trabalho”, destaca.

Pela primeira vez, um disco traz as parcerias de Guinga com o poeta Paulo César Pinheiro. O show 'Corpo de baile' ganhou cenografia com projeções em tela de tule criadas especialmente pelo diretor de fotografia e cineasta Walter Carvalho. Ele comandará pessoalmente, em Belo Horizonte, a captação em áudio e vídeo do espetáculo, embora Mônica ainda não saiba se vai lançar CD e DVD ao vivo. Além do repertório do álbum, ela promete cantar Senhorinha (Paulo César Pinheiro e Guinga), que ganhou arranjo de Paulo Aragão.

Vinte anos depois de seu primeiro disco ('Afro-sambas', com o violonista Paulo Bellinati, que reúne a célebre parceria de Baden Powell e Vinicius de Moraes), Mônica contabiliza cerca de 10 álbuns. A crítica a tem como uma das mais potentes intérpretes no cenário disputadíssimo da MPB.

POBREZA Durante o lançamento de 'Corpo de baile', Mônica Salmaso provocou polêmica ao criticar a cena musical brasileira, que, em sua opinião, está pobre. “Certamente, fui mal interpretada. Minha queixa, que já nem é uma queixa, é sobre o que ocorre com a música no Brasil em escala industrial. É muito ruim, dá dó”, esclarece. Porém, a cantora ressalta que não há como brecar a força criativa da música feita no Brasil. “A questão é valorizá-la, para que todos tenham acesso a ela”, reivindica. “Continuo acreditando na força das pessoas. Muitos jovens surgiram desde que lancei meu primeiro disco, há 20 anos”, conclui.

CORPO DE BAILE
Com Mônica Salmaso e banda. Sábado, às 21h; domingo, às 20h. Palácio das Artes, Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro. Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Informações: (31) 3236-7400.

NOS EUA
Convidada pelo quinteto Vento em Madeira, que seu marido, Teco Cardoso (flauta e sax), integra ao lado de Léa Freire (flauta), Fernando DeMarco (baixo), Tiago Costa (piano) e Edu Ribeiro (bateria), Mônica Salmaso embarca para os Estados Unidos no fim do mês. Ela vai fazer shows e gravar DVD com o grupo. O projeto 'Música' pra ser feliz será registrado ao vivo em Nova York.

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