Elke Maravilha conta (quase) tudo no Sesc Palladium nesta quinta-feira

Ex-modelo e apresentadora promete cantar e relembrar causos, como seu encontro com Drummond no calçadão de Copacabana e a infância em Itabira

por Sandra Kiefer 16/09/2015 20:57

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Lucas Magalhães/divulgação
(foto: Lucas Magalhães/divulgação)

Dizer que o espetáculo de Elke Maravilha em BH será surpreendente é praticamente um pleonasmo. Maravilhosa como ela só, a moça de origem russa que chegou aos 8 anos ao Brasil e foi criada em Itabira, terra de Carlos Drummond de Andrade, estará  'montada' para causar no palco do Sesc Palladium, nesta quinta-feira (17). Em 'Elke canta e conta', ela vai mostrar toda a sua erudição, do alto da maturidade aos 70 anos, mas sem nunca ser careta.

 

Na verdade, o espetáculo é recheado de palavrões, ditos com enorme naturalidade. “Ficar velho é bom, caralho! A gente só não pode ficar ultrapassada”, diz a ex-modelo, ex-glamour girl em BH e diva de hansenianos, prostitutas e homossexuais. Vamos combinar: Elke assumiu a persona precursora de Lady Gaga há mais de 40 anos, como jurada dos programas de Chacrinha e Silvio Santos.

 

Com sua inteligência e bondade peculiares, Elke está disposta a contar (e cantar) causos sobre a própria vida com a proposta de convocar o brasileiro para uma tomada geral de consciência. “Hoje, o mundo e o Brasil estão precisando de um puxão de orelhas. Mas sem ser didático, porra”, diz ela. Sem revelar tudo sobre o show, revela que vai começar com Paulinho da Viola e prosseguir com Bob Dylan em alemão, seguido de um trecho da 'Ilíada', de Homero, recitado em grego antigo. Ela estará acompanhada pelo músico e ator Adriano Salhab, que toca contrabaixo, rabeca, viola e violão, entre outros instrumentos.

 

Falando ainda sobre envelhecimento, Elke defende: "Temos de ser dinâmicos como a natureza. Olha como Deus errou na mão com a gente, que nada somos além de macacos pelados. Você acha que o tigre, o leão, a cobra e até a minhoca precisam de plástica, de banho de loja? Claro que não!”, afirma.

Melhor ainda aos 70 anos, o stand up vai exibir um pouco da alma russa da moça nascida Elke Georgievna Grunnupp na antiga Leningrado, atual São Petesburgo. “Os povos das culturas russa e irlandesa não precisam de psicanálise, pois em cinco minutos mostram tudo o que são. Nem precisam marcar horário para revelar as suas mazelas”, afirma ela, citando Freud.

Um dos causos que Elke deve contar é sobre o encontro com Carlos Drummond de Andrade no calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro. Meio tímida (por incrível que pareça), ela relembra: “Quase caí de bunda quando vi o Drummond na rua. Estava no começo da minha carreira com Chacrinha e pensei comigo: Meu Deus, que vontade de conversar com ele, mas não tenho coragem!. Mas ele veio, me abraçou e disse que era meu admirador. Contou que era uma pessoa taciturna e fechada, que ficava feliz em me ver na tevê. Ele não entendia como éramos tão diferentes sendo criados na mesma cidade mineira de Itabira”. O restante desse diálogo imperdível vamos deixar para ser contado nesta quinta-feira. O show é dirigido por Rubens Curi. O espetáculo começa às 20h30. O Sesc Palladium fica na Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro. Inteira: R$ 50 (plateia 1), R$ 40 (plateia 2) e R$ 30 (plateia 3). Informações: (31) 3214-5350.

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