Vencedores do Fenac se apresentam em BH

'Vencer o Fenac agrega valor ao nosso trabalho', afirma Achiles, cuja canção, Corte e costura, da parceria com o paulista Conrado Pera, foi a grande vencedora do 45º Fenac

por Ailton Magioli 12/09/2015 10:04

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FENAC/DIVULGAÇÃO
Achiles Neto e Conrado Pera recebem o troféu da 45ª edição do Fenac. Eles venceram com a música Corte e costura (foto: FENAC/DIVULGAÇÃO)
Além da oportunidade para apresentar o trabalho a um grande público, participar do Festival Nacional da Canção (Fenac), cuja 45ª edição foi encerrada no fim de semana passado, no Sul de Minas, é oportuno para conhecer novos compositores e intérpretes e, sobretudo, para fortalecer a imagem da música brasileira. A opinião é do baiano Achiles Neto, vencedor do Troféu Lamartine Babo no ano em que o festival homenageou o compositor Fernando Brant, morto há três meses.

“Vencer o Fenac agrega valor ao nosso trabalho”, afirma Achiles, cuja canção, Corte e costura, da parceria com o paulista Conrado Pera, foi a grande vencedora do 45º Fenac, que promoveu eliminatórias em São Lourenço, Extrema, Varginha, São Tomé das Letras, Guaxupé e Três Pontas e teve a semifinal e a finalíssima no Radium Clube Dorense, em Boa Esperança.

Na mesma noite sagraram-se vencedoras, ainda, Agridoce (2º lugar), com o grupo O Berço, de Patos de Minas; De cabeça (3º lugar), de Luís Dillah, de São José do Rio Preto (SP); Norte (4º lugar), de Ruan Andrade Nogueira, do Recife (PE); e Espera (5º lugar), de Dani Black, na voz de Bruna Moraes. O prêmio de melhor intérprete foi para Lula Barbosa, que conquistou o público com A mão do tempo, enquanto Laís Lacôrte, de Belo Horizonte, levava o prêmio de canção mais comunicativa com Boca da noite.

REFERÊNCIA

Terceira vez, terceira final e terceiro prêmio no Fenac, Luís Dillah, que ficou em terceiro lugar no festival, diz que ele é uma referência para todos os autores, pela amplitude que tem, além da abrangência de estilos de MPB e de formato, com seis eliminatórias, semifinal e final, todas realizadas no Sul de Minas. “Sempre participei dos maiores e melhores festivais do país, que têm ajuda de custo para os compositores. Essa sempre foi a luta da classe musical”, acrescenta Dillah, concorrente assíduo dos festivais de Santa Rosa (RS) e Pereira Barreto (SP), além do Fenac.

Achiles Neto também foi ao Sul de Minas participar do festival pela terceira vez, quando aproveitou para lançar o CD Ciência, arte, ideologia e música, da parceria com Marcos Marinho. Integrantes do Projeto Caim, os parceiros foram indicados ao Prêmio Caymmi de Música, de Salvador (BA), pelo trabalho, com o qual vêm conquistando público Brasil afora.

Neste ano, o 45º Fenac reuniu concorrentes de 22 estados brasileiros, movimentando o circuito cultural e o turístico de Minas. O Clube da Esquina foi representado por Murilo Antunes e Toninho Horta. Além de integrar o júri, eles receberam das mãos do presidente do festival, Gleizer Naves, o troféu com o qual o Fenac homenageou Fernando Brant.

Neste sábado, o Fenac irá participar da Virada Cultural de Belo Horizonte. A partir das 12h, o evento, considerado um dos maiores do gênero, apresenta ao belo-horizontino cinco atrações que se destacaram na edição recém-encerrada. Achiles Neto e Conrado Pera, Grupo Berço, Luís Dillah, Edison Denizard & Band e mais dois finalistas – Márcio Pazim, de Chapecó (SC), e Luiz Salgado (MG) – vão mostrar ao público as canções com as quais se destacaram na disputa.

Na abertura dos shows haverá mais uma homenagem a Fernando Brant, a quem a 45ª edição do festival foi dedicada. “Participar da Virada Cultura de BH é muito bom para nós do Fenac, já que reforça nossa missão e é bom para os artistas, que terão um grande palco para mostrar o seu trabalho”, diz Naves.

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