Fred Martins volta ao Brasil para divulgar novo disco em BH

Show do CD 'Para além do muro do meu quintal' vai acontecer no domingo no Museu de Arte da Pampulha

por Ailton Magioli 11/09/2015 12:07

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Miguel Muniz/Divulgação
Fred Martins veio da Espanha para cantar em BH (foto: Miguel Muniz/Divulgação)
Longe dos modismos forjados que acabam impedindo os brasileiros de entrar em contato com a produção musical de seu próprio país, Fred Martins está de volta ao Brasil para lançar o CD Para além do muro do meu quintal. Domingo, ele faz show no Museu de Arte da Pampulha (MAP).


Gravado entre o Brasil e Portugal, o disco é produto das novas vivências do cantor, compositor e violonista de Niterói, radicado há cinco anos na Galícia (Espanha). Para garantir a rica vertente da rítmica brasileira, ele fez questão de trazer de volta aos estúdios o mestre Márcio Bahia, cuja bateria é reconhecida no mundo inteiro. “Depois, cobri o repertório com outras sonoridades”, explica Martins, lembrando que Galícia é quase uma extensão de Portugal. Acompanhado de Marcelo Martins (sax e flautas), Pablo Souza (contrabaixo) e Márcio Bahia (bateria), ele vai apresentar as canções praticamente da forma como elas vieram ao mundo, à base de voz e violão.

Guanabara, o disco anterior do artista, centrava-se em bossas e sambas que agora ganham extras, como a influência do flamenco. Fred conta que compôs a trilha sonora de um espetáculo de dança para uma companhia de Madri. A inevitável presença árabe na Galícia também está presente. O título do novo disco, oriundo de um verso de Alberto Caieiro, heterônimo de Fernando Pessoa, foi extraído do poema Noite de São João.

CUMBUS A presença de um instrumento árabe (cumbus), tocado pelo próprio cantor, é a deixa para o ouvinte penetrar na amplidão do novo universo em que Fred se embrenhou desde que decidiu trocar o Brasil pela Galícia. “Cumbus é uma espécie de alaúde de seis cordas com corpo de metal, que mais parece uma panela”, diz ele. O tampo é feito de uma pele de plástico.

Na opinião de Martins, o Brasil sofre com a economia da monocultura. “Não há contraponto. O público acaba refém dos modismos”, denuncia, lembrando que, a cada temporada, um gênero musical é escolhido para ser divulgado maciçamente. “Há mais publicidade do que qualidade”, lamenta o compositor, admitindo que está vivendo em ambiente mais arejado na Galícia.

Gravado por intérpretes como Maria Rita, Ney Matogrosso, Renato Braz e Zélia Duncan, Fred Martins acabou se tornando mais conhecido como compositor do que como intérprete. Em Para além do muro do meu quintal, ele registra inéditas e composições gravadas por ele e outros artistas.

FRED MARTINS E BANDA
Domingo, às 11h. Museu de Arte da Pampulha, Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), à venda na bilheteria, no dia do show, e na loja Acústica (Rua Fernandes Tourinho, 300, Savassi). O CD será vendido no MAP a R$ 20. Informações: (31) 3277-7996.

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