A pernambucana Spok Frevo Orquestra promete fazer a alma dançar em concerto

Grupo lança disco em apresentação nesta sexta, no Teatro Sesiminas, e no sábado em Barbacena, na Escola Bituca de Música

por Walter Sebastião 21/08/2015 10:00

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Flávio Lamenha/Tuta Santos/Divulgação
(foto: Flávio Lamenha/Tuta Santos/Divulgação)
Ao viajar pelo Brasil e mesmo pelo exterior, os pernambucanos da orquestra Spok sempre encontravam sanfoneiros que lhes apresentavam frevos. O saxofonista Inaldo Cavalcante de Albuquerque, mais conhecido como maestro Spok, decidiu gravar esses temas, mas com solos de seus próprios autores. O resultado desse disco será apresentado em dois concertos em Minas Gerais: , o grupo estará no Teatro Sesiminas, em BH; no sábado, toca em Barbacena, na Escola Bituca de Música.


“Vamos somar as principais músicas pernambucanas”, avisa Spok, lembrando que, enquanto o frevo reina no carnaval, nas festas juninas quem manda é forró, xote e xaxado. A proposta é valorizar a música popular orquestral. “É possível apresentar o poder do frevo sem dança, folia ou colorido, com o instrumental na primeira pessoa fazendo a alma dançar”, observa o maestro.

Ou seja: é concerto – mesmo. E não folia carnavalesca. O público vai ouvir várias composições que expressam o diálogo de duas matrizes da música nordestina e brasileira. Um exemplo disso está em Gostosão, de Nélson Ferreira, um autor histórico do frevo, escolhida pelo sanfoneiro Valdones. Outra faixa é Sandro no frevo, de Mestre Camarão. Como os sanfoneiros são virtuosos, apresentaram melodias difíceis de tocar. “Parece que eles nem precisam respirar. Nós, que tocamos instrumentos de sopro, precisamos”, brinca Spok. “O suingado da sanfona fez bem ao frevo”, garante.

Fundada em 2003 por Spok e Gilberto Ponte, no Recife, a Spok Frevo Orquestra surgiu da reunião de amigos para praticar música na escola. A proposta era levar o frevo para o universo dos concertos. Hoje, um motivo de satisfação para o maestro é produzir, tocar e escrever frevo todos os dias – e não apenas no carnaval.

FILME Aliás, Spok realizou outro sonho: já está pronto, com argumento assinado por ele, o longa Sete corações, dirigido por Dea Ferraz e com lançamento previsto para este ano. Trata-se de um documentário sobre os mestres vivos do frevo. Apenas um morreu depois das filmagens.

“Aprendi com eles a cuidar bem do espírito. E a acreditar na nossa alma, no que é verdadeiro, no povo, nas manifestações da cidade onde moramos, independentemente das influências e das coisas organizadas e sistematizadas que recebemos. Os mestres me mostraram como todos nós, brasileiros, temos uma alma, um espírito poderoso. E que devemos preservá-lo”, afirma Spok.

O show em Belo Horizonte abre turnê de pré-lançamento do disco Frevo sanfonado. Além de se apresentar no país, a big band pernambucana de jazz-frevo tem carreira internacional. O grupo já tocou no Jazz at Lincoln Center e Berklee College of Music, além de acompanhar o trompetista Wynton Marsalis, nos Estados Unidos. Também fez turnês pela Europa.

FREVO sanfonado
Lançamento do disco da Spok Frevo Orquestra. Nesta sexta-feira, às 20h30. Teatro Sesiminas, Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, (31) 3241-7181. Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Amanhã, às 20h, o grupo se apresenta na Bituca Universidade de Música, em Barbacena.

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