Urbana Legion se apresenta pela primeira vez em BH neste sábado

Grupo é formado por integrantes do Tihuana e do Charlie Brown Jr.

por Mariana Peixoto 14/08/2015 08:37

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Rafael Melo/Divulgacao
Urbana Legion faz show com os quatro primeiros álbuns da banda original (foto: Rafael Melo/Divulgacao )
Oficialmente, a Legião Urbana terminou em 22 de outubro 1996, 11 dias após a morte de Renato Russo. Nesta época, o Charlie Brown Jr. já era bem conhecido no circuito underground paulista. No entanto, só viria  lançar seu álbum de estreia, 'Transpiração contínua prolongada', um ano mais tarde. Também nos idos de 1996, o Tihuana nem sonhava em existir. Naquele ano, os integrantes da futura banda lançavam o primeiro álbum da  Ostheobaldo.


Pois parte do Charlie Brown Jr. e do Tihuana se reúne no mesmo palco do Chevrolet Hall, no sábado. Desde o início deste ano, Egypcio e PG (vocalista e baterista do Tihuana, respectivamente), Marcão e Lena (guitarrista e baixista do CBJR) vêm fazendo shows como Urbana Legion. Pela primeira vez em BH, a formação toca neste sábado. A abertura será do grupo Bula, que Marcão, Lena e Pinguim formaram desde o fim do CBJR.

Assim como foi com Raul Seixas, a Legião Urbana virou a preferida dos bares. Difícil ver uma banda de pop rock nacional que não tenha no repertório ao menos uma música de Renato Russo. Ao longo dos anos, o grupo de Brasília vem ganhando uma série de tributos, o mais célebre (e discutido) deles é o protagonizado pelos legionários Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, tendo como homem de frente o ator Wagner Moura (que resultou num MTV ao vivo, em 2012).

Egypcio, a voz do Tihuana, diz que não pretende assumir a persona de Renato Russo no palco. “A gente faz a Legião do nosso jeito. O que queremos passar é a energia das músicas, mas sem a postura de querer ser igual. Tanto que, todo início de show, eu falo que não somos a Legião Urbana, mas fãs, como todos os que estão ali.”

Foi Egypcio quem criou o grupo. Convidado a fazer um show tributo à banda, cujo álbum de estreia completa 30 anos neste 2015, ele não pensava que o projeto iria além de um show. Hoje, depois de uma série de apresentações lotadas, já fala no registro em DVD. E prevê pelo menos dois anos em turnê pelo Brasil.

“É divertido tocar algo que a gente sempre idolatrou. E é um outro tipo de público. Muita gente nem conhece o Tihuana. Tem tanto pai levando filho quanto filho levando o pai”, comenta. Em vez de se debruçar sobre todo o repertório do grupo, o Urbana Legion toca exclusivamente os quatro primeiros álbuns: Legião Urbana (1985), Dois (1986), Que país é este? (1987) e As quatro estações (1989).

“O repertório é mais politizado e foi o que me marcou muito na adolescência”, diz Egypcio. Ele comenta que as canções estão mais pesadas, como Tempo perdido, com um andamento bem diferente do original. O vocalista diz que há momentos em que propositalmente tenta emular a maneira de Renato Russo cantar. “É para dar uma certa nostalgia no público. Só que o nosso Legião é mais nervoso”, finaliza.

 

Cena cover de Belo Horizonte se expande

 

Marcos Bellusci/Divulgação
Show do Seu Madruga (AC/DC), uma das 120 bandas cover que se apresentam no Circuito do Rock (foto: Marcos Bellusci/Divulgação)
Quando o Jack Rock Bar foi criado, a casa tinha uma oferta de uma dezena de bandas cover que se revezavam no espaço da Avenida do Contorno. Doze anos mais tarde, o número de grupos chega a 120. E a casa se multiplicou. Hoje, o chamado Circuito do Rock agrega ainda o Lord Pub e o Circus Rock Bar.

“A gente tenta fazer com que o perfil seja um pouco diferente. O Jack é mais voltado para o rock de garagem; o Lord, para o rock clássico, e o Circus, para o moderno, dos anos 1990 e 2000”, afirma Gustavo Jacob, sócio do Circuito.

Mesmo tentando direcionar cada casa para um público específico, há coincidências entre as bandas. Seu Madruga, uma das formações mais conhecidas de cover (AC/DC) da cidade, tocaria anteontem no Jack e deve se apresentar hoje no Lord.

“BH ficou muito dividida entre o cover e o autoral. Antigamente, não havia isto. O Skank (no início dos anos 1990) tocava sempre no Maxaluna (antiga casa na Avenida do Contorno) e misturava cover e autoral. O público nem percebia isso”, afirma Jacob.

Também veterano da noite, Rodrigo Cunha, dono do Stonehenge Rock Bar, que funciona há 16 anos no Barro Preto, acredita que a explosão do cover ocorreu simplesmente porque “tem quem consuma”. “E não acho que a música autoral de Belo Horizonte seja música para ser vendida. Não que não seja boa”, afirma.

Voltada para o rock dos anos 1960 e 1970, o Stonehenge traz uma programação 70% de bandas cover. Ele trabalha com 20 grupos fixos, que tocam na casa a cada 40 dias. O Studio Bar, outra casa noturna tradicional da região central da cidade, monta uma programação mista, entre bandas autorais e covers e festas com DJs. “Como a banda autoral não tem muito público, a gente sempre mistura com o cover”, diz Bernardo Tolentino.

 

Confira atrações deste fim de semana na capital mineira


>> Amsterdam Pub. Rua dos Inconfidentes, 1.141, Savassi, (31) 3262-0688. Dois shows sempre às sextas e sábados. Nesta sexta, Lurex (Queen) e Anthology (Beatles); sábado, Legião 2 e Suzie Q (Creedence)

>>  Rock Bar. Rua Gonçalves Dias, 2.010, Lourdes, (31) 3275-4344. Dois (ou três) shows às sextas e sábados. Nesta sexta, Kings of Rodeo (Kings of Leon), Velotrol (rock clássico) e Lost Code (Pearl Jam); no sábado, Aeroplane (Red Hot Chilli Peppers) e Like 5 (Maroon 5)

>> Entre Folhas. Rua Major Lopes, 709, São Pedro, (31) 3281-4166. Show acústico (voz e violão) de pop rock às sextas e sábados. Nesta sexta, JP e no sábado, Nabor e Leozinho

>> Jack Rock Bar. Av. do Contorno, 5.623, Funcionários, (31) 3227-4510. Dois shows, de quarta a domingo. Sexta, Hard and Heavy e Uai Horses (Stones);Sábado , Laranja Mecânica e Aunora; domingo, noite House of Grunge com bandas Ca$sh, Singles e Malt 90.

>> Lord Pub. Rua Viçosa, 263, São Pedro, (31) 3223-0090. Dois (ou três) shows de quinta a domingo. Nesta sexta, Locomotive (Guns N'Roses), Seu Madruga (AC/DC) e The Doors Cover BH; sábado, Rock Station e Ca$h; domingo, anos 80 com Dona Odeteh e Chevette Hatch.

>> Stonehenge Rock Bar. Rua Tupis, 1.448, Barro Preto, (31) 3271-3476. Shows de quinta a domingo. Sexta, Lili (Janis Joplin) e Magic Bus (Led Zeppelin e Grand Funk Railroad); sábado, Rock's Off Sessions (Beatles, Stones, Pink Floyd e Black Sabbath); domingo, festival de bandas

>> Studio Bar. Rua Guajajaras, 842, Centro, (31) 3047-1020. Shows sexta e sábado. Hoje, festa Folks; amanhã, Rifferama Rock Dançante.

 

 

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