Aline Calixto lança 'Meu ziriguidum' e estreia como compositora

Artista se apresenta em Belo Horizonte neste fim de semana

por Carolina Braga 14/08/2015 08:00

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Henrique Gualdirei/ divulgação
(foto: Henrique Gualdirei/ divulgação)
Nos últimos dias, a ansiedade tem sido constante na vida de Aline Calixto. Depois de um período de “entressafra”, a cantora mineira lança Meu ziriguidum, o terceiro disco de sua carreira. “Não vejo a hora de chegar o show. É uma outra materialidade para o trabalho, né? Ele está me deixando muito emocionada já antes de começar, foi tudo pensado com muito carinho”, diz, referindo-se à minitemporada de hoje e amanhã, em BH.


O momento é diferente mesmo. Se os dois primeiros discos foram lançados por uma grande gravadora (Warner), Meu ziriguidum marca a estreia da sambista no agitado mercado independente. O resultado disso é um álbum 100% Aline, pois ela foi responsável por todos os detalhes da gravação e do show. “Tive a sorte de ser cercada por amigos. Estou trabalhando com quem quero. São pessoas que viram o meu crescimento e foram se juntando”, conta.

Meu ziriguidum foi produzido por Paulão 7 Cordas e Thiago Delegado. “A escola do samba de onde o Paulão vem é diferente da do Delegado. Um tem o ar mais moderno, o outro trouxe a tradição. Isso foi muito bacana”, elogia a intérprete, que estreia como compositora na faixa que dá nome ao CD. A parceria com Gabriel Moura reforça o tom feminista que permeia o novo trabalho.

O álbum tem 11 faixas, com direito a participações especiais de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e do rapper paulistano Emicida, com quem Aline divide os vocais em Conto de areia, clássico de Clara Nunes. Se em Meu ziriguidum ela canta “Eu vou pra batucada/Eu vou de coração/Eu vou de madrugada /Eu vou com você ou não”, em Musas, de Arlindo Cruz e Rogê, ela volta a exaltar o samba feminino: “Mulher tem que respeitar/mulher tem que valorizar e saber amar”.

“No samba ainda rola muito machismo – e não é porque as mulheres não compõem. Dona Ivone Lara, a primeira autora de um samba-enredo, não pôde assinar a música na época. Beth Carvalho foi pioneira ao entrar numa roda de samba. Isso vem sendo quebrado”, comenta Aline.

REPERTÓRIO Para o show no Teatro Bradesco, a mineira preparou o mix das novas canções com o repertório dos dois primeiros discos. “Tem também algumas versões que deixo como elemento surpresa”, brinca. A banda reúne Thiago Delegado (violão 7 cordas e direção musical), Dudu Braga (cavaco), Aloizio Horta (baixo), Robson Batata (percussão), Ricardo Acácio (percussão), Fábio Martins (percussão), Rodrigo Carioca (bateria), Manu Dias e Dolly Piercing (backing vocal) e Sérgio Danilo (sopros).

“São todos mineirinhos. Precisamos valorizar o samba feito aqui”, destaca. Outra novidade da estreia de Meu ziriguidum é a direção cênica de Kleber Di Lazzare, com iluminação e cenário caprichados.

Apesar de ser um show de samba – teoricamente dançante –, Aline quer oferecer uma experiência diferente para seu público. “Vamos contemplá-lo de uma outra forma”, propõe.

ALINE CALIXTO
Hoje e amanhã, às 21h. Teatro Bradesco. Rua da Bahia, 2.244, Lourdes,
(31) 3515-1360. Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

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