Ex-The Police, Andy Summers faz show em Belo Horizonte

Veterano, músico britânico vai dividir palco com brasileiro Rodrigo Santos e aproveita a oportunidade para lançar sua autobiografia

por Mariana Peixoto 10/08/2015 08:38

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Coringa Comunicacao/Divulgação
Andy Summers chamou o amigo Rodrigo Santos para mais uma série de shows pelo Brasil (foto: Coringa Comunicacao/Divulgação)
“A cada ano busco uma desculpa diferente para vir ao Brasil”, brinca o músico britânico Andy Summers, mais conhecido como o guitarrista do grupo The Police. Pois desta vez ele tem três bons motivos: uma série de shows com Rodrigo Santos, baixista do Barão Vermelho; o lançamento de sua autobiografia, 'One train later'; e a exposição de fotografias 'Del Mondo'.


O Police, que dividiu com Sting e Stewart Copeland entre as décadas de 1970 e 1980, está na base das três “desculpas”. Com Rodrigo Santos, o guitarrista, que já chegou aos 72 anos, apresenta um repertório de clássicos da banda: 'Every breath you take', 'Message in a bottle', 'Every little thing she does is magic' e 'Roxanne'. É ainda sua vivência na banda que ocupa boa parte das páginas do livro. Foi ainda quando o Police estourou, no final dos anos 1970, que ele comprou sua primeira Leica e passou a registrar os lugares por onde passava.

ELE JÁ É DE CASA Summers retorna a Belo Horizonte para cumprir parte desta agenda. Nesta segunda, no CCBB e quarta-feira, no Teatro Bradesco, faz o show com Rodrigo Santos. Na apresentação de quarta, aproveitar para lançar 'One train later', que tem edição nacional pela mineira Neutra Editora.

Quem apresentou Summers à música do Barão Vermelho foi o produtor Luiz Paulo Assunção, que trabalha com ele há cerca de 20 anos. Foi ele que levou o inglês a conhecer a voz de Milton Nascimento, a guitarra de Victor Biglione, a bossa de Roberto Menescal. Este, por seu lado, foi quem o levou a Fernanda Takai. Todos trabalharam com Summers, em shows ou discos.

Summers e Rodrigo Santos fizeram, no ano passado, uma bem-sucedida temporada carioca. O gringo resolveu voltar este ano para uma temporada maior – até agora, são nove apresentações marcadas até dia 22. Na primeira parte do show Santos toca Barão Vermelho – a guitarra vai ficar a cargo de Fernando Magalhães, também da banda carioca.

Andy Summers entra no segundo momento, para dividir o repertório do Police com o baixista e o baterista Kadu Menezes. “O Rodrigo é um vocalista muito bom, funcionamos bem juntos”, diz o inglês, que promete tocar ao menos uma canção do Barão.

A música nunca impediu que Summers fosse para outras áreas. Além do pop, também se dedica ao jazz e à produção de trilhas sonoras Já a fotografia, por exemplo lhe rendeu três livros e 36 exposições. Aberta semana passada em São Paulo, quando inaugurou a Galeria Leica, a exposição Del Mondo reúne 42 imagens em preto e branco realizadas, como o próprio título indica, ao redor do planeta, de 1978 a 2014.

“Quando estava na estrada com o Police, percebi que meu cotidiano nos próximos anos seria de viagens e troca de hotéis”, conta Summers. “Comprei uma câmera muito boa em Nova York e passei a fotografar o tempo inteiro”, continua, explicando que sempre utilizou a clássica Leica.

SEM PERDER O FOCO  Tudo interessa a Summers, sejam pessoas, paisagens ou edificações. Já fez muitas fotos no Brasil – “que tem uma luz bem diferente”, garante o dublê de guitarrista e fotógrafo. A mostra fica em cartaz em São Paulo até 5 de outubro. Deve chegar a Belo Horizonte em dezembro, no CCBB.

Diante de tal diversidade, Summers comenta que não teve grandes dificuldades em olhar para a própria vida e escrever sua autobiografia. 'One train later' foi publicado originalmente em 2006. Desde então teve edições em espanhol, japonês e italiano.

Prefaciado por The Edge, guitarrista do U2, o livro registra a trajetória de Summers muito antes de ter encontrado Stewart Copeland na saída do trem que dá título ao livro – o encontro foi definitivo para mudar sua vida. Summers, ao contrário de vários colegas de geração, escreveu tudo sozinho, sem a ajuda de um ghost writer.

“Não foi difícil escrever. Na verdade, muito do ato de escrever se trata de reescrever”, acredita. “O livro original tinha umas 800 páginas. Depois (de escrever) editei muita coisa, para dar um senso de continuidade.” A parte mais complicada, segundo Summers, foi justamente o período com o Police, que não chegou a uma década.

“Eu não queria fazer um livro só sobre o Police. O maior desafio foi reunir todo o material. Era literalmente um monte de pedaços de papel na parede, com datas e shows. A partir daí comecei a trabalhar o contexto emocional, tanto dentro quanto fora da banda”, finaliza Summers.

ANDY SUMMERS
Segunda, às 20h, o guitarrista faz show com o baixista Rodrigo Santos no CCBB (Praça da Liberdade, 450, Funcionários), com entrada franca (os ingressos serão distribuídos uma hora antes da apresentação). Infomações: (31) 3431-9400. Na quarta-feira, às 21h, Summers e Santos se apresentam no Teatro Bradesco (Rua da Bahia, 2.244, Lourdes), com ingressos a R$ 50 e R$ 25 (meia-entrada), e ainda lança sua autobiografia One train later, que será vendida no local a R$ 45. Informações: (31) 3516-1360.

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