Mineiro fez autópsia de Elvis

Às vésperas do aniversário de morte do cantor, Estado de Minas lembra a história do médico mineiro que fez a autópsia no corpo do Rei do Rock

07/08/2015 15:13

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Arquivo EM
Matéria publicada no EM Cultura do Estado de Minas no dia 02 de janeiro de 2008 com o médico Raul Lamim (foto: Arquivo EM)
Todo agosto, véspera do aniversário de morte de Elvis Presley uma história antiga bate à porta do patologista mineiro Raul Lamim. Afinal, como se esquecer do primeiro plantão no Baptist Memorial Hospital, em Memphis (EUA), no dia 16 de agosto de 1977. Foi quando recebeu incumbência histórica: a autópsia do corpo de Elvis Presley.
 
“Eram aproximadamente 16h. Já estava indo pegar o bipe para assumir o plantão noturno em casa”, contou o médico ao Estado de Minas em 2008. Por ocasião dos 30 anos de morte do Rei do Rock o repórter Ricardo Beghini esteve em Juiz de Fora e conversou com o médico. A reportagem foi publicada no caderno EM Cultura do Estado de Minas no dia 02 de janeiro daquele ano. Até hoje o assunto desperta curiosidade. 
 
“Ele morreu asfixiado”, garantiu o patologista mineiro. Segundo Lamim, os procedimentos foram realizados por ele e o colega Thomas Mc Cheney.  “Abrimos o corpo completamente e examinamos todos os órgãos”, descreveu o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora. 
A história ganhou notoriedade internacional quando foi publicada pela primeira vez no polêmico livro 'The death of Elvis Presley – What really happened' ('A morte de Elvis Presley – O que realmente ocorreu'), lançado em 1991 pelos jornalistas norte-americanos Charles Thompson e James Cole. Raul Lamim não esconde que tem restrições ao livro. Para o médico, trata-se de uma obra sensacionalista. “Inventaram que havia mais um médico, mas apenas dois fizeram a necrópsia”, salientou na época da reportagem ao EM.
 
 
 
Elvis Presley, então com 42 anos, foi encontrado com o rosto voltado para o chão sobre o carpete do banheiro da mansão Graceland. Todas as vezes que lembra a história, o médico descarta o uso de drogas ilícitas como a causa da morte. “Ele nunca fez uso desse tipo de droga.Vi os registros médicos”. 
 
Na reportagem, Lamim lembra que Elvis usava soníferos e, provavelmente, teria abusado de remédios. “As drogas para dormir interagem entre si. Algumas levam ao sono profundo”, esclareceu. No auge da carreira, Elvis teria acabado de voltar de uma turnê de nove meses. Além do cansaço físico, o cantor andava deprimido depois da separação de Priscilla Ann Beaulieu, em 1972.  
 
Elvis chegou a ser hospitalizado em 1973, 1975 e também em 1977, o ano de sua morte. 


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