Xôtifalá: vem dançar lindy hop!

Estilo batizado tem origens nos Estados Unidos dos anos 30 e volta à cena mundial com pegada retrô; confira a discussão

por Luiz Othavio Gimenez 07/08/2015 09:19

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BeHoppers/Facebook/Divulgação
Grupo BeHoppers ocupa praças e ruas emblemáticas de Belo Horizonte, dança e faz saltos sincronizados (foto: BeHoppers/Facebook/Divulgação)
Be hopper, em tradução livre, significa “seja saltador”. Para ser um saltador, é preciso improvisar, dar pulinhos. Saltos certamente ficam mais bonitos na dança, ainda mais quando sincronizados. O nome do arranjo de passos saltitantes é lindy hop, e se popularizou nos Estados Unidos nos anos 30. Mas, como a pegada retrô está em alta, tanto na moda, quanto no estilo de vida contemporâneo, nada mais adequado do que elevar essa predisposição à dança. Para divulgar a ideia, o grupo de dança belo-horizontino BeHoppers utiliza movimentos aéreos para combinar liberdade a um estilo vintage de bailar.



Em clara alusão ao amor por Belo Horizonte, tendo as iniciais de BH em destaque no nome, o grupo segue uma tendência mundial: o projeto I Charleston The World prevê a propaganda da dança e a homenagem às cidades pelo mundo. Em forma de vídeo, a admiração pelo lindy hop é colocado em harmonia com os cartões postais da região. O movimento ainda é ascendente no Brasil, com representantes na capital mineira e em São Paulo, mas está presente em mais de 80 centros urbanos na América do Norte, África, Ásia e Europa. “O projeto existe há três anos e vem conquistando espaço, principalmente por retratar uma dança descontraída, sem muito rigor com técnicas. Isso faz com que as pessoas se apaixonem por essa liberdade de dançar”, certifica Sônia Silva, de 39 anos, membro do BeHoppers.

No vídeo intitulado 'I Charleston Belo Horizonte', que já foi visto mais de 300 mil vezes, os dançarinos ocupam as ruas e praças famosas para colocar os saltos sincronizados em evidência. Desde a igrejinha da Pampulha, o grupo passa pelas praças da Estação e Liberdade e mirante das Mangabeiras, com direito a muita firula e cor. A direção e produção foram pensadas em conjunto, mas sempre deixando a espontaneidade aflorar na hora das gravações. “Quisemos deixar transparecer no vídeo tudo aquilo que o lindy hop nos transmite: algo alto astral, leve, feliz e agradável. Acredito que por isso está tendo uma recepção boa”, celebra Bia Cambraia, de 33 anos, uma das fundadoras do grupo, em atividade desde 2012. Ela fez parte da primeira turma de alunos desse tipo dança em Belo Horizonte, e a sala de aula não sustentou a vontade de expor pro mundo o amor pelo gingado vintage.

Mas o lindy hop não é só amor pela dança. Bia diz que o BeHoppers conta hoje com 25 integrantes, que traduzem a paixão pela harmonia dos saltos no companheirismo e amizade. “A dança é importante, mas nossa união não é só por ela. No grupo encontramos um ambiente de liberdade de expressão e entendimento. Somos muito liberais e tentamos ser igualitários a partir da tolerância à diferença”, finaliza.

 

Assista ao vídeo 'I Charleston Belo Horizonte', do grupo BeHoppers:

 

 

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