Xangai faz show em BH para apresentar novo CD

Novo trabalho do cantor é o primeiro lançado em dez anos

por Eduardo Tristão Girão 10/07/2015 11:07

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Daniel Kersys/ Divulgação
(foto: Daniel Kersys/ Divulgação)
Faz quase 10 anos que Xangai lançou seu último disco, 'Estampas Eucalol' (2006). “Para nós, essa pequena grande casta de arteiros, qual é a necessidade de fazer algo em tempo recorde? Faço da maneira melhor possível, que pode ser simples ou sofisticada, mas sem obrigatoriedades”, justifica o artista baiano. No palco do Sesc Palladium, hoje à noite, ele mostrará algumas das composições do CD que, enfim, acaba de lançar, simplesmente intitulado 'Xangai'. Cantador, ele segue fiel ao estilo “sertânico”.


A produção musical ficou a cargo de um amigo de longa data, o violonista Mario Ulloa, costa-riquenho radicado na Bahia. Foi dele a sugestão para que Xangai gravasse somente sua voz e seu violão. “Ele me botou essa batata quente na mão. Ele gosta de me ver tocando violão e disse que queria um disco comigo. Pra mim, ficaria até mais bonito com ele tocando. Considero-me um modesto tocador de violão, mas tem gente que gosta. Esse disco é comigo do jeito que sou”, resume.

A forma de Xangai tocar violão não é intrincada como a do conterrâneo Elomar (de cujo trabalho é conhecido intérprete), mas foge do lugar-comum. Ele acredita que isso se deve ao fato de ter aprendido a dominar o instrumento praticamente sozinho. “Um dia, meu pai disse que violão não se tocava batendo a mão, como eu fazia. Tinha de ser dedilhado. Fui buscando um jeito e não foi fácil. Como resultado, toco com os cinco dedos, quando a maioria não usa o dedinho, e uso o polegar e o indicador para fazer os baixos. É por intuição”, explica.

Entre as 14 faixas do novo álbum estão as inéditas 'Eu' (adaptação do poema de Florbela Espanca) e 'Ino no cangaço' (parceria com Ivanildo Vila Nova). Xangai também pinçou algumas das músicas mais presentes em seus shows, como 'Estampas Eucalol' (Hélio Contreiras) e 'Gago grego' (Jacinto Silva), além de temas dos compositores Juraildes da Cruz ('Quem ama perdoa'), Ataulfo Alves ('Meus tempos de criança'), Renato Teixeira ('Pequenina') e Zé Dantas (a clássica 'Forró em Caruaru').

VIDAS Do Urucuia à Inglaterra, passando por São Paulo e Portugal, Xangai, que mora perto do aeroporto de Salvador, anda satisfeito por poder tocar onde o chamam. Agora, está preparando um disco com os violonistas João Omar (filho de Elomar) e Ricardo Vieira e o flautista João Liberato. As faixas desse trabalho são exclusivamente de Jackson do Pandeiro (apenas as menos conhecidas) e de seu parceiro Jacinto Silva, com arranjos do próprio Xangai.

XANGAI

Lançamento de disco. Sexta, às 21h. Grande Teatro do Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro. Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). Informações: (31) 3270-8100.

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