Conheça Grupo Troia, a primeira boyband sertaneja do Brasil

Empresário é o mesmo que agenciou Cristiano Araújo, ídolo dos quatro meninos

por Correio Braziliense 07/07/2015 09:59

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Facebook/Reprodução
(foto: Facebook/Reprodução)
A história de amor melosa, a calça apertada e o topete carregado de gel continuam, mas não se trata de mais um galã da música sertaneja. Nem uma dupla de galãs de música sertaneja. O refrão agudíssimo dá a dica: o cantor ainda não passou pela puberdade. E mais: há outras três vozes na música. Hugo Henrique, PH, Felipe e Michel são o Grupo Troia, a mais nova invenção do mercado de música brasileira, uma boyband sertaneja.

Nessa segunda-feira, eles lançaram a música 'Ainda', a primeira da banda. (O trecho à seguir contém spoiler). O clipe conta a história de uma mulher que sofre um acidente de carro e perde completamente a memória. No entanto, ela vai aos poucos se lembrando do seu amor até que o casal volta a ficar juntos e, no fim, morrem juntos. Os cinco minutos de superprodução lembram grandes nomes da música sertaneja - as penosas atuações também.



Em determinado momento do vídeo, os quatro aparecem cantando juntos, no que parece ser um galpão abandonado. A cena lembra vagamente Brian, Kevin, AJ, Nick e Howie D em um hangar, na clássica 'I Want it That Way'. Inclusive, segundo o goiano Michel Plattiny, 20 anos, os Backstreet Boys são uma grande inspiração pop para o grupo Troia. Os empresários até levarem os jovens para ver a última apresentação da banda internacional no Brasil, em junho. Mas o grupo Troia quer herdar fãs de Luan Santana ou One Direction? “Fã a gente não escolhe, né? Só agradece”, responde Michel, afiado, mas confessa, que a "essência é música sertaneja."

Quando se pergunta a esses meninos de 19, 20 e - pasmem - 11 anos, quem é o maior ídolo, eles respondem em uníssono: Cristiano Araújo. O mais novo entre os rapazes, Hugo Henrique, “Guinho”, tem uma trajetória mais próxima com o cantor, cuja morte causou comoção em todo o país. “Fiquei sabendo logo quando acordei. Chorei muito. Ele era uma grande inspiração, um amigo”, conta Guinho. Os dois já cantaram juntos várias vezes desde 2011, quando Guinho interpretava “Efeitos” no programa do Raul Gil e Cristiano apareceu de surpresa para acompanhá-lo. No DVD de 2012 de Cristiano, os dois dividiram palco, figurino e cabeleleiro: Guinho parece uma versão miniatura do cantor. Menos de um mês depois da morte do ídolo, Hugo lamenta, mas comemora a possibilidade de um novo projeto “top demais”, nas palavras do garoto.

Diferente de Backstreetboys e outras boybands tradicionais, os meninos não se dividem em “o roqueiro”, “o latino”, “o romântico”, etc. Visualmente, eles são do sertanejo, com uma ou outra referência pop. A única exceção, pode-se dizer, é o estilo do goiano de 19 anos, Pedro Henrique, claramente inspirado no ídolo teen Zac Efron. Mesmo no clipe, ele usa uma jaqueta de time de high school americano.

Outra novidade do grupo é que eles vão lançar o hit 'Ainda' em outros idiomas. “Aunque e Forever”, explica num sotaque forte do Goiás, PH. Eles tiveram inclusive professores de inglês e espanhol para cantar direitinho. Até a descrição de cada um no perfil do Instagram é bilíngue: "cantor brasileiro/brazilian singer". A ideia, segundo o empresário Raynner Sousa (ex-empresário de Cristiano Araújo) é começar a exportar o gênero. Se gringos não entendiam os versos de "Ai se eu te pego", não precisarão se preocupar em entender "Ainda que perdeste a memória, [eu] a teria no coração".

Dos quatro, a banda começou com Guinho. O próximo a entrar foi Felipe, irmão mais velho do “astro do grupo”, Hugo. Eles tocavam juntos desde criança e Felipe aprendeu a tocar violão sozinho. Em seguida, Michel foi convidado pelos empresários a dividir palco com os irmãos. Ele já cantava sozinho na noite de Catalão. O último a entrar, em janeiro deste ano, foi PH, que até então, participava de uma banda sertaneja com o irmão do Cristiano Araújo.

Hugo Henrique/Instagram
"Sem você está difícil, Cristiano, hoje a saudade bateu forte", disse o cantor mirim em postagem na internet (foto: Hugo Henrique/Instagram)


Por ora, os meninos estão preocupados apenas com a divulgação das músicas, sem shows ainda. “Queremos o repertório na boca do povo quando subirmos ao palco”, explicou PH. A agenda só começa no fim do ano. Segundo empresário, a primeira apresentação será no Dia das Crianças, em uma casa de shows sertaneja em São Paulo. No entanto, a equipe ainda não solucionou completamente a participação de Guinho nos shows - o único menor de idade do grupo.

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