Jonas Sá faz do sexo tema de novo CD

Carioca lança 'Blam! Blam!', segundo disco de estúdio, sete anos após a sua estreia com 'Anormal'

por Ailton Magioli 05/06/2015 09:57

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.

Jorge Bispo/Divulgação
(foto: Jorge Bispo/Divulgação )
Por mais que a prática, originária dos anos 1960, tenha envelhecido, a colagem musical continua atraindo músicos da nova geração, depois de encantar gente como Beatles e o maestro tropicalista Rogério Druprat.

 

Que o diga o carioca Jonas Sá, de 36 anos, que usa e abusa do recurso em Blam! Blam!, o segundo disco solo que lança, enquanto comemora a gravação de Casca, parceria sua com Alberto Continentino, no recém-lançado Estratosférica, de Gal Costa. Não é para qualquer um, não mesmo.

O jovem que sonhava em fazer cinema, mas acabou assumindo a carreira musical, assim como o irmão Pedro Sá, é um expert em produção e programação musical, tendo se especializado em colagem de sons e de línguas.

Depois do elogiado Anormal, de 2008, que marcou a estreia fonográfica de Jonas Sá, ele faz de Blam! Blam! um  trabalho em que vai da soul music à chanson française, passando pelo rap, com letras recheadas de imagens, sexo, violência, sarcasmo e doçura.

Jonas conta que, toda vez que se decidia pelo cinema, a música surgia em sua vida. Nascido e criado em família musical – o pai é o compositor, locutor e roteirista Rô Tapajós, enquanto a mãe é a cantora Tetê Sá –, ele cresceu acompanhando todo o processo de fazer música.

“Como havia muitos instrumentos em casa”, recorda, “pegava e tocava sem saber, o que acabou me fazendo aprender”, diz o músico, que começou a compor no violão. No caso de Blam! Blam!, no entanto, os instrumentos mais utilizados por ele foram o celular e o computador, nos quais foi registrando as criações que, posteriormente, foram levadas para estúdio.

“Queria fazer um disco de colagem, só que de temática muito sexual”, diz o jovem artista, que, já na criação da capa – que retrata o quadril nu de uma mulher –, acabou tendo de enfrentar a censura das fábricas, que se recusavam a prensar capa e encarte, inspirado em revistas de pornografia das décadas de 1970-80.

Como sentia falta de mais contrastes nas letras de suas canções, convocou amigos como Domenico Lancellotti (Não vai rolar) e Arnaldo Antunes (Ah, Monalisa!) para incrementar Blam! Blam!, que vem sendo divulgado no rádio com Gigolô, de sua autoria.

Safo e Perdidas na noite, também de sua autoria, e Sexy savannah, em parceria com Ricardo Dias Gomes, também se destacam no repertório de 14 canções.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE MÚSICA