Maria Bethânia relembra 50 anos de carreira e emociona em show no Palácio das Artes

Cantora ainda se apresenta neste sábado em Belo Horizonte, mas os ingressos já estão esgotados

09/05/2015 09:00

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Marcos Vieira/EM/D.A Press
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)

 

'Non, je ne regrette rien', ou 'Não, não me arrependo de nada', cantou Maria Bethânia ao final do show 'Abraçar e Agradecer'. A canção, imortalizada na voz de Edith Piaf, não deixa de ser um encerramento apoteótico, ainda que falso, para o show que celebra os 50 anos de carreira da cantora baiana - ainda viriam 'Silêncio' e o 'bis', com a clássica 'O que é, o que é', de Gonzaguinha - mas é também um resumo da trajetória da artista.

VEJA AS FOTOS DO SHOW EM BH!

Bethânia não se arrepende mesmo das escolhas que fez. Tanto que, nesta turnê, desfila um repertório diverso, que passeia por várias fases de sua carreira . Além de privilegiar clássicos do irmão Caetano ('A tua presença morena', 'Motriz'), e do amigo Chico Buarque (Tatuagem', 'Rosa dos ventos'), ainda surpreende com interpretações inéditas: 'Voz de mágoa' e ' Viver na fazenda', ambas de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 'Silêncio', de Flávia Wenceslau e 'Eu te desejo amor', versão em português de Nelson Motta da canção 'Que reste-t-il de nos amours?'', do compositor francês Charles Trenet.

Marcos Vieira/EM/D.A Press
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
O palco, uma beleza à parte, surpreende à princípio pela simplicidade. Músicos destacados por luminárias, e Maria Bethânia deslizando descalça por uma espécie de rampa preta. É que só lá para a terceira música a tal rampa se revela, na verdade, um grande painel de led, no qual são projetadas belíssimas imagens, como um céu estrelado, o mar, rosas vermelhas, tudo de acordo com o que a artistas canta.

'Agradecer e Abraçar tem a direção de Bia Lessa, produção musical de Guto Graça Mello e roteiro da própria Bethânia. O show ainda tem sessão neste sábado, às 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes, mas os ingressos estão esgotados.

Confira o set list do show em BH:

ATO 1

1. Eterno em mim (Caetano Veloso, 1996)

2. Dona do dom (Chico César, 2001)

3. Gita (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974)

4. A tua presença morena (Caetano Veloso, 1971)

5. Nossos momentos (Caetano Veloso, 1982)

6. Começaria tudo outra vez (Gonzaguinha, 1976)

7. Voz de mágoa (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 2015)

8. Gostoso demais (Dominguinhos e Nando Cordel, 1986)

9. Bela mocidade (Donato Alves e Francisco Naiva, 1997)

10. Alegria (Arnaldo Antunes, 1995)

11. Você não sabe (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1983)

12. Dindi (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959)

13. Tatuagem (Chico Buarque e Ruy Guerra, 1973)

14. Meu amor é marinheiro (Alan Oulman sobre versos de Manuel Alegre, 1974)

15. Todos os lugares (Sueli Costa e Tite de Lemos, 1996)

16. Rosa dos ventos (Chico Buarque, 1971)


Marcos Vieira/EM/D.A Press
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
INTERLÚDIO (Instrumental banda)

17. Até o fim (Chico Buarque, 1978)

18. O quereres (Caetano Veloso, 1984)

19. Qui nem jiló (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1950) 

20. Pisa na fulô (João do Vale, Silveira Júnior e Ernesto Pires, 1957)

 

ATO 2

21. Viramundo (Gilberto Gil e José Carlos Capinam, 1965)

22. Tudo de novo (Caetano Veloso, 1978)

23. Doce (Roque Ferreira, 2008)

24. Oração de Mãe Menininha (Dorival Caymmi, 1972)

25. Eu e água (Caetano Veloso, 1988)

26. Agradecer e abraçar (Gerônimo e Vevé Calazans, 1999)

27. Vento de lá (Roque Ferreira, 2007)

28. Folia de Reis (Roque Ferreira, 2014)

29.. Mãe Maria (Custódio Mesquita e David Nasser, 1943)

30. Eu, a viola e Deus (Rolando Boldrin, 1979)

31, Criação (Chico Lobo, 1996)

32. Casa de caboclo (Roque Ferreira e Paulo Dafilin, 2014)

33. Alguma voz (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 2014)

34. Maracanandé (canto tupi) - na voz em off de Márcia Siqueira

35. Xavante (Chico César, 2014)

36. Povos do Brasil (Leandro Fregonesi, 2014)

37. Motriz (Caetano Veloso, 1983)

38. Viver na fazenda (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 2015)

39. Eu te desejo amor (Que reste-t-il de nos amours? - Charles Trenet e Léo Chauliac, 1942, em versão de Nelson Motta, 2015)

40. Non, je ne regrette rien (Charles Dumont e Michael Vaucaire, 1956)

41. Silêncio (Flávia Wenceslau, 2015)

42. Carcará (João do Vale e José Cândido, 1964) – apenas banda

 

43. O que é o que é (Gonzaguinha, 1982)

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