Ana Carolina faz show em Belo Horizonte neste sábado

Mineira de Juiz de Fora, cantora traz para a capital o espetáculo #AC ao vivo, que originou DVD e CD

por Walter Sebastião 24/04/2015 09:32

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Leo Aversa/Divulgação
Cantora diz que aos 40 anos se sente com mais maturidade e faz balanço positivo da carreira (foto: Leo Aversa/Divulgação)
Quem nunca viu a cantora e compositora Ana Carolina ao vivo, não sabe o que está perdendo. É impactante confirmar, ao vivo, voz poderosa posta a serviço de interpretação incisiva. Como a dar matéria, corpo, a lírica amorosa, conteúdo tantas vezes mostrado de forma melosa, ou como se dizia antigamente, água com açúcar. A mineira está de volta a Belo Horizonte com show amanhã,  às 22h, no Chevrolet Hall. O projeto inclui a apresentação do novo DVD, disco com todo o show e outro com 14 faixas, que leva o nome geral de '#AC ao Vivo'. O repertório traz novas versões de sucessos de Ana Carolina e duas composições inéditas


O som atual vem com interferências eletrônicas e vinhetas. O repertório traz novidades: 'Fire', de Bruce Springsteen; uma versão humorada de 'Periguete', de MC Papo; e versão de 'Coração selvagem', de Belchior. “É canção que nunca tinha cantado e por isso está fresca”, observa a cantora, apontando a última como canção que traduz momento que ela vive artisticamente. “Com 40 anos, me sinto mais madura. Maturidade é o tempo passando por nós. Já caí do cavalo, já subi nele de novo, hoje tenho mais experiência de vida para imaginar ou sentir o que personagem da canção diz”, conta. Cantar, para a mineira, é viver a canção.

No palco, Ana Carolina está acompanhada pela banda formada por Pedro Baby (guitarra), Edu Krieger (baixo), Carlos Trilha (teclados), Leo Reis (bateria e percussão), além do DJ Mikael Mutti. O show tem concepção da própria cantora e direção de Monique Gardenberg. Com relaçãoàa carreira, considera que a boa receptividade vem de sorte e fidelidade à sua arte. Ainda hoje é grata a Toninho Villerou, que conheceu no café do cinema Belas Artes, autor do primeiro sucesso dela ('Garganta'). Ganhar uma canção, brinca Carolina, se a música é boa, é um prazer. Mas se é ruim, observa, cria a maior saia justa.

Movendo a carreira, que passou pelos barzinhos e chega hoje ao estrelato, para Ana Carolina esteve mistura de sorte e trabalho. E apoio de bons amigos. Como, exemplifica, Cássia Eller, que depois de saber que Ana era quem afinava todos os instrumentos antes de fazer um show, mandou de presente para a mineira um roadie para facilitar na preparação do espetáculo. Cássia Eller, recorda Ana Carolina, foi a um show seu no Rio e levou demo de Ana Carolina para a gravadora, que acabou contratando a mineira logo depois. “Cássia sempre foi muito generosa, pessoalmente mais ainda”, conta a compositora.

ANA CAROLINA
POR ELA MESMA


Carreira
Estou satisfeita por, com todos os erros e acertos, ter feito o que queria fazer, no tempo que queria e cantando do jeito que queria. É respeito com a minha arte. Trabalhei muito. Saber o que povo vai cantar a gente nunca sabe. Então o melhor é acreditar na nossa verdade.

Minas Gerais
É código universal. Respeito a luta do cantor, do compositor, do instrumentista mineiro, que considero muito legítima. Desde o Clube da Esquina até os artistas mais novos. Conseguimos colocar um pouquinho de mineiridade no mundo.

Autorretrato

Eu sou a vontade de fazer música. Menina, se ia a um lugar que tinha música ao vivo, ia até a banda e cantava. Depois teve momento de subir em mesa e falar poemas. Aos 11 anos minha mãe me deu um violão e não largei mais. Gosto de pintar e, no DVD, tem vários vídeos que dirigi e montei. Sou muito atraída por todas as artes.

Show Ana Carolina
Sábado, às 22h. Chevrolet Hall, Av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro. Ingressos: de R$ 50 a R$ 720. Classificação etária: 16 anos. (Permitida a entrada aos 14 e 15 anos, acompanhados dos pais ou responsáveis legais.)

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