Ira! e Hanói Hanói são as grandes atrações do Rock Hípica, em Contagem

Ainda sobem ao palco a banda mineira Osócrates, e os paulistas do 9 Vidas, cover de Legião Urbana

por Daniel Seabra 10/04/2015 09:03

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Divulgação
Querida pelos mineiros, a banda Ira! se apresenta pela terceira vez em menos de um ano por aqui (foto: Divulgação)
Parece mesmo que os anos 80 cismaram e teimam e não acabar. A onda oitentista segue a todo vapor, varrendo tudo e todos que passam na reta, e muitas bandas que fizeram sucesso naquela década continuam firmes e fortes, correndo pelo Brasil, em busca de novos (e antigos também) fãs. É o caso de Ira! e Hanói Hanói, que se apresentam no Rock Hípica, na Hípica de Contagem, nesta sexta-feira. E olha que o primeiro esteve em Belo Horizonte duas vezes no ano passado (em agosto, no Espaço Even, e em dezembro, no Chevrolet Hall), ambos com bom público. Ainda sobem ao palco a banda mineira Osócrates, e os paulistas do 9 Vidas (cover de Legião Urbana).



Mas quem dá as caras por aqui depois de cerca de um ano e meio, é o guitarrista e vocalista Arnaldo Brandão. Ao lado de Elisa Schinner (baixo e vocal), Fabiano Matos (bateria e vocal) e The Alberto (piano), ele toca com o Brandão e o Hanói, ou melhor, Hanói Hanói. “Tento emplacar o primeiro nome, mas o pessoal sempre acaba pedindo o Hanói Hanói”, brinca Arnaldo. Sua ligação com Belo Horizonte vem de longa data, já que o guitarrista original da banda era Affonsinho, nascido por aqui.

Na verdade, o Hanói Hanói, como banda, deu uma pausa em 1997, depois da gravação de Credus (1995), um trabalho ao vivo. “Depois cada músico seguiu por um caminho, então decidimos dar uma pausa. Mas não tem jeito. Para se ter uma ideia, certa vez, quando tocamos no interior de Minas, descemos no saguão do hotel e havia fotos de várias bandas que tocaram na cidade e se hospedaram ali. Uma dessas fotos era do Hanói, mas não éramos nós. Era uma banda cover que, inclusive, cobrava um cachê mais alto que o nosso”, se diverte o músico, bem humorado e de conversa fácil, sem se incomodar com o cover. “A marca é muito forte e recebemos vários pedidos para tocar as músicas do Hanói”.



Desde então, o vocalista não lançou mais nenhum material inédito. “Tenho muita coisa nova, mas sinto que as pessoas não prestam a menor atenção quando apresentamos coisas novas. O pessoal sempre quer as velhas músicas. Claro que vou tocar Totalmente demais e Rádio bla (dois maiores sucessos do Hanói), mas também vou mostrar algumas surpresas, novas canções”, frisou. Aliás, pelas palavras do músico, vem coisa nova por aí. Ele segue compondo com seu velho parceiro Tavinho Paes. “A partir de abril ou maio vamos lançar dois discos, um mais pop e outro experimental”, adiantou.

Sobre essa “volta” dos oitenta, Arnaldo tem uma teoria bem interessante. “Há uns 15 anos, também teve umas espécie de revival dos anos 80. Não temos mais tempo de esquecer nada. Não estão deixando os anos 80 morrerem. Não sei se é ruim, mas isso impede que as pessoas façam coisas boas e diferentes”, disse, deixando claro que existe música boa hoje, mas as pessoas não prestam a atenção devida. “Hoje tem coisas boas, mas ruins também. Nos anos 80 também tinha isso. O tempo dá uma aplainada, e as pessoas perdem a noção do que é planície e do que é montanha. Mas ainda assim, existe boa música. Turma boa misturando rock com coisas novas.”

Arnaldo não disfarça quando o assunto é estar no palco, principalmente ao lado de bons companheiros. “Já tocamos em lugares grandes e pequenos, isso não importa. Gosto é de tocar, adoro estar no palco. E ao lado do Ira! então, nem se fala. Estou muito feliz por ser chamado para o festival e acho que será bem bacana. Promete. Será sensacional”, comemorou, lembrando que produziu a segunda edição do cd e DVD O Baú do Raul, com artistas interpretando canções de Raul Seixas. “O Nasi e o Edgard (Scandurra) tocaram em uma faixa. São grandes amigos”, finaliza Arnaldo, atual marido de Kika Seixas, viúva do Maluco Beleza e que cooproduziu o trabalho.

Os mineiros do Osócrates, que também subirão ao palco, estão em processo de gravação de seu primeiro disco. Eles já gravaram com Thedy Corrêa, vocalista da banda Nenhum de Nós, e farão a mesma parceria com Arnaldo Brandão e com Marcelo Hayena, vocalista do Uns e Outros. “Nosso estilo é pop-rock, mas somos uma banda de rock. Misturamos estilos mais dançantes, mas sempre mantendo nossa cozinha de baixo e bateria bem rock. Está na nossa veia, isso não muda”, garante Héctor Gaete, baixista e vocalista da banda. Ele tem a seu lado os guitarristas Renato Morais e Thiago Galdino, que também cantam, e o baterista Diego Loredo.



Sobre o show, Héctor, que é chileno mas vive no Brasil há vários anos e sofreu grande influência do rock brasileiro dos anos 80, disse que a apresentação promete. “É um sonho tocar no mesmo palco que o Hanói Hanói. Sempre sonhamos com isso, com um show grande, legal. Gosto muito do Hanói, gosto muito do Arnaldo. É impagável. Vamos fazer por onde fazer um grande show. Estamos ensaiando todos os dias.”

Rock Hípica:
Ira!, Hanói Hanói, Osócrates e 9 Vidas

Data: 10 de abril
Horário (abertura dos portões): 20h
Local: Sociedade Hípica de Minas Gerais (Rodovia Fernão Dias, BR 381, Km2,5, em Contagem
Classificação: 16 anos (menores acompanhados de pais ou responsável)
Informações: 8780-1750  //  9163-3448  //  8904-1469

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