Vanessa da Mata apresenta novo disco em show na capital

Cantora sobe ao palco no Chevrolet Hall

por Ailton Magioli 10/04/2015 09:25

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Marcos Hermes/Divulgação
Na nova produção, a cantora mato-grossense misturou rock, axé antigo, eletrônico, reggae e samba-jazz (foto: Marcos Hermes/Divulgação)
Em Belo Horizonte para o show de lançamento de 'Segue o som', oitavo disco solo de carreira, neste sábado à noite, no Chevrolet Hall, Vanessa da Mata diz ter sido muito bom dar um tempo de si mesma, ao cantar canções do mestre Tom Jobim no trabalho anterior. “Foi uma delícia, ao mesmo tempo em que visitei um universo (masculino) diferente do meu”, justifica a cantora mato-grossense.


“Tinha de fazer algo diferente de 'Bicicletas, bolos e outras alegrias' (2010) e 'Vanessa da Mata canta Tom Jobim' (2013)”, acrescenta a artista, admitindo sentir tal necessidade diante de cada novo trabalho. De volta ao universo pop, ela acredita estar diante de uma grande variação rítmica no disco, originalmente lançado no ano passado, indo desde o rock até o que chama de axé antigo, passando por ritmos eletrônicos, reggaes, samba-jazz e referências às bandas Gorillaz e The Police.

Acompanhada de banda formada por Danilo Andrade (teclados), Pedro Dantas (baixo), Maurício Pacheco e Júnior Boca (guitarras) e Stephan San Juan (bateria), Vanessa vai privilegiar o repertório do novo trabalho em que, naturalmente, volta a destacar a veia autoral, depois de um trabalho de intérprete. Além das 11 faixas assinadas por ela, ainda há uma parceria com Liminha e Kassin.

Entre os músicos que marcaram presença no disco está o mago dos teclados Lincoln Olivetti, que morreu este ano. “Lincoln tinha uma maneira pop que eu gostava. Explorava bastante os acordes”, diz ela, a respeito do músico. “É difícil fazer um pop, que já tem um traçado meio pejorativo, bem traçado e de qualidade como ele fazia”, elogia a cantora, recordando as surpreendentes reviravoltas do mago dos teclados. Além do timbre suave, que facilitou o contato com a música de Tom Jobim, Vanessa da Mata diz ter sido uma apaixonada pelo maestro, que tratava a mulher em uma outra magnitude em sua música. “Era um artista iluminado”, elogia.

Vanessa lembra que a música feita por ela, por sua vez, tem uma carga emocional que costuma afligi-la, diante da necessidade que tem de expor o íntimo. “Tenho sempre que lidar com isso, me haver com isso. Mesmo as histórias que não são minhas costumam me incomodar”, prossegue Vanessa. “Como compositora, acho que estou sempre tentando sabotar a cantora”, confessa a artista, que diz observar tal característica principalmente no estúdio. “Fernando Faro já me disse que eu cantava melhor música dos outros. Acho que fico mais tímida diante das minhas canções”, revela.

A cantora, que se autointitula uma “tagarela mental”, assume a veia autoral tranquilamente, salientando que ser solitária não é ruim. “Viver fora do meu tempo é completamente saudável e eu uso bem isso, me organizo muito bem.” Fã de uma história, que ela está sempre escrevendo, Vanessa compõe sem a ajuda de qualquer instrumento. “Os acordes estão sempre em minha cabeça”, afirma ela, uma autodidata que sempre ouviu e ouve Djavan, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e tantos outros ídolos.

VANESSA DA MATA & BANDA

Sábado, às 22h, no Chevrolet Hall, Av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro. Ingressos: de R$ 35 (arquibancada/meia) a R$ 480 (mesa/quatro lugares). Classificação etária: 14 e 15 anos (acompanhados de pais ou responsáveis) e 16 anos em diante (desacompanhados). Abertura da casa uma hora antes do show. Informações: (31) 4003-5588.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE MÚSICA