Dono de público cativo, Roberto Carlos movimenta mercado que não se restringe à música

Discos gravados pelo Rei continuam representando importante fatia no mercado e figurando entre os itens mais vendidos em lojas do ramo de Belo Horizonte

por Francelle Marzano 28/03/2015 09:11

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Em plena era digital, em que o vinil e até os CDs perderam espaço para a internet e os pen-drives, discos gravados pelo Rei Roberto Carlos continuam representando uma importante fatia no mercado e figurando entre os itens mais vendidos em lojas do ramo de Belo Horizonte. São encontrados a preços variados no Centro da cidade, desde os mais baratos, a R$ 23, até os mais caros, como o vinil picture, que traz a foto do Rei estampada no disco de 1990, vendido a R$ 150. Há também coleções que são agrupadas por décadas, que chegam a custar R$ 350, sem contar o disco Louco por você, o primeiro lançado por ele, tido como relíquia e vendido por mais de R$ 2 mil. Um mercado que está longe de se restringir à música, segue em franca expansão e se movimenta ainda mais nas vésperas de shows do artista, como o que ocorre hoje, em Belo Horizonte.

Na loja CDs e Cia., por exemplo, são vendidos, em média, 100 CDs do cantor por mês, segundo o gerente Wagner Santos. Em épocas de lançamentos, como  Esse cara sou eu, trilha sonora de uma novela global, as vendas mais que triplicam. “Ele continua sendo o maior vendedor de discos. Todo dia alguém procura por um produto dele, principalmente aqueles da década de 1960 e 1970, da época da Jovem Guarda”, afirma Wagner.

Movimento que faz com que a CD Clube, loja especializada em CDs, DVDs e LPs, também no Centro de BH, venda entre cinco e 10 discos do artista por mês. Apesar do público fiel, o número caiu, se comparado com três anos atrás, quando eram vendidos cerca de 40 produtos mensalmente. Segundo o gerente Jacson Justino, os discos mais simples são vendidos por preços que variam entre R$ 23 e R$ 30, e os mais difíceis de encontrar, a
R$ 150. “O público que procura Roberto Carlos é formado por pessoas mais velhas, que gostam muito dos clássicos de 1960 e 1970”, afirma.

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Carlos Andrade, gerente de loja especializada da capital, diz que Roberto é um fenômeno que atravessa gerações: 'Tem gente que chega procurando a discografia completa' (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press )
Na Discoplay, o gerente Carlos Andrade afirma que vende de 10 a 15 discos de Roberto Carlos por mês. Com a aproximação de shows em Belo Horizonte, as vendas costumam aumentar cerca de 10%. “Ele é o cantor brasileiro que mais vendemos. Tem gente que chega procurando a discografia completa, como as que são vendidas por décadas, que contam com 10 ou 11 CDs e custam, em média, R$ 350”, revela. Para o gerente, as músicas de Roberto atravessam gerações. “Todo mundo compra um CD dele, nem que seja para presentear alguém”, completa.

NOVAS FRONTEIRAS Mas os negócios movimentados pelo nome Roberto Carlos vão muito além da música. Um exemplo é o cruzeiro marítimo Emoções em Alto Mar, que ocorre desde 2005. São quatro noites a bordo, no embalo das canções do Rei e com atrações como palestras de sexólogos e shows humorísticos. Toda a coordenação e operação do cruzeiro é feita por uma empresa do próprio cantor, em parceria com a empresa DCSet, do empresário de Roberto. Segundo a assessoria do artista, em todas as edições as reservas se esgotam até três meses antes do evento.

Para ver o Rei em alto mar, o fâ precisa desembolsar cerca de
R$ 3,6 mil pela cabine mais barata ou mais de R$ 20 mil nas acomodações cinco estrelas, em sistema all inclusive. Para a próxima edição, a assessoria do cantor informou que uma das novidades será a premiação em karaoêke. Quem melhor cantar a música do artista no concurso que sempre ocorre no último dia pode levar para casa um carro zero quilômetro, que será ofertado também por uma agência de veículos de propriedade do cantor.

Há tempos, muitas empresas tentam lançar produtos associados ao nome e à marca do Rei. Porém, apenas neste ano ele resolveu apostar no licenciamento e escolheu a Angramarcas para comercializar os produtos, que ainda estão sendo desenvolvidos e devem ser lançados no show de 18 de abril, em São Paulo. Todos os itens serão analisados pessoalmente por Roberto Carlos e só serão lançados com sua aprovação. De acordo com o diretor da Angramarcas, Marcus Bittencourt, é um grande desafio desenvolver a linha que vai levar o nome do Rei, e ainda não é possível antecipar informações relativas a preços.

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