Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresenta Villa-Lobos no Inimá de Paula

'Suíte de câmara nº 2' e 'Verde velhice', inéditas em Belo Horizonte, integram o programa dedicado ao compositor, que a orquestra executa hoje, sob a regência de Marcelo Ramos

por Ailton Magioli 12/02/2015 10:00

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Paulo Lacerda/Divulgação
(foto: Paulo Lacerda/Divulgação)
Executadas pela primeira vez em Belo Horizonte, 'Suíte de câmara nº 2' e 'Verde velhice', de Heitor Villa-Lobos, são destaque no programa do concerto que a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) realiza nesta quinta-feira à noite, no Museu Inimá de Paula, dentro da programação do Verão Arte Contemporânea (VAC).

O concerto que inaugura a pré-temporada da OSMG em 2015 – a temporada oficial terá início em 19 de março – será integralmente dedicado à obra de Villa-Lobos, cuja potente brasilidade faz dele um dos autores mais disputados pelo público nas salas de concerto.

“Apesar dos quase 100 anos da obra de Villa, é possível descobrir novas nuances, principalmente de obras como aquelas duas, nunca executadas em Belo Horizonte”, revela o maestro Marcelo Ramos, que retornou à OSMG em 2013, depois de liderar o grupo em uma primeira fase, de 2002 a 2007.

Composta em 1922, em plena Semana de Arte Moderna de São Paulo, Verde velhice, segundo o maestro, é uma obra um pouco mais ousada do que a Suíte de câmara nº 2, que é mais melódica e tradicional. O programa escolhido para o concerto de hoje, acrescido de outras peças, destaca a diferença entre os dois principais estilos adotados por Villa-Lobos em sua carreira: a vanguarda e o tradicional.

Até a década de 1930, de acordo com o maestro-titular da OSMG, o compositor se ocupou em obras mais arrojadas e experimentais, chamadas de vanguarda, para a partir de então se voltar para as composições mais tradicionais e nacionalistas.

Na opinião de Marcelo Ramos, por ter tido a oportunidade de circular entre o popular e o erudito, Villa-Lobos acabou atingindo camadas de público mais acessíveis, o que faz dele um dos nomes mais populares da música clássica brasileira.

O compositor, conforme relata o maestro, só não está mais presente nas temporadas de orquestras brasileiras por causa da dificuldade de disponibilização de sua obra. “Há muito material ilegível”, afirma Ramos, comemorando o trabalho de digitalização desta obra feito pelo Museu Villa-Lobos, com sede no Rio de Janeiro. “À medida que vai digitalizando o material, que é todo manuscrito, o museu vai disponibilizando-o.”

Escrito para um grupo de câmara, com o uso de flauta, oboé, clarineta, saxofone, fagote, violino e violoncelo, o Choro nº 7 também está no programa do concerto de hoje à noite, assim como a Bachiana nº 5, da série Bachianas Btrasileiras, e Canções da Floresta do Amazonas (Veleiros, Cair da tarde, Canção de amor e Melodia sentimental), muitas das quais gravadas por cantores populares como Ney Matogrosso. A soprano Eliseth Gomes é a convidada da noite da OSMG.

ORQUESTRA SINFÔNICA DE MINAS GERAIS (OSMG)

Nesta quinta-feira, 20h, no Museu Inimá de Paula, Rua da Bahia, 1.201, Centro. Entrada franca. Informações: (31) 3236-7400.

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