Estúdio Serrassônica encerra atividades em BH

Estabelecimento que fez história em BH se torna espaço para locação no Bairro Serra dedicado a produtores independentes e à publicidade

por Mariana Peixoto 19/12/2014 10:12

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Marcos Vieira/EM/D. A Press
Em 2003,oRadar Tantã%u2013Gerson Barral, César Maurício, Rogério Delayon e Flávio Garcia%u2013nobadalado estúdio (foto: Marcos Vieira/EM/D. A Press)
Vinte e um anos depois, o estúdio Serrassônica, na Serra, fecha hoje oficialmente suas portas. Nascido como Polifonia, o espaço, que conta com dois estúdios de gravação, foi ao longo dessas duas décadas referência na gravação de discos, trilhas e peças publicitárias. “Foi por causa da mudança do mercado de tecnologia. A casa do tamanho que é, com muito pessoal para trabalhar, é inviável”, admite o proprietário, André Melo. No entanto, o endereço da Rua Araçuaí permanecerá como estúdio de gravação.

Melo vendeu todo o equipamento. Mas as duas salas de gravação poderão ser alugadas – o estúdio A para a gravação de álbuns e o B voltado para a publicidade – por produtores independentes, que irão trabalhar com equipamento próprio. Assim, o espaço diminuirá seus custos. “Eu tinha um custo fixo muito alto e hoje não há mais como sustentar um estúdio. No mercado publicitário, os preços não sobem há oito anos. A hora do estúdio é R$ 80. Hoje, os músicos só trabalham com lei de incentivo. Ninguém mais tem dinheiro”, acrescenta Melo.

Com o sistema de aluguel, o estúdio, que deixará de chamar Serrassônica, continua na ativa. Ronaldo Gino, que foi sócio de Melo, atualmente finaliza o novo álbum de Maurinho e os Mauditos. Em sua história, o estúdio já foi cenário de uma série de discos. Boa parte da geração 1990 do pop mineiro passou por lá. Foi no Polifonia que o Jota Quest, quando ainda assinava J. Quest, gravou as demos que acabaram resultando em seu primeiro álbum. O Skank não chegou a gravar nenhum disco lá, mas fez gravações especiais para projetos de sua gravadora, Sony.

Bons tempos O Virna Lisi, que tem Ronaldo Gino como um dos fundadores, teve uma atuação mais constante. Gravou no estúdio 'O que diriam os vizinhos?' (1995), seu segundo álbum. Foi também ali que o Radar Tantã, banda de Gino e César Maurício nascida a partir do Virna, gravou seus trabalhos. Vários discos da Cogumelo foram registrados no antigo Polifonia, como também trabalhos de 14 Bis e Weber Lopes. A partir de 2005, quando passou a ser chamado Serrassônica, o estúdio começou a atuar também como selo, lançando trabalhos de Renato Motha, Iconili e Zimun.

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