Benjamim Taubkin lança disco com os percussionistas Simone Soul e Guilherme Kastrup

Álbum 'Sons de sobrevivência' se destaca na cena instrumental pelo improviso e experimentação

por Eduardo Tristão Girão 30/11/2014 14:20

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Ding Musa/divulgação
Benjamim Taubkin, Simone Sou e Guilherme Kastrup: surpresas entre índios, panelas e eletrônica (foto: Ding Musa/divulgação)
O pianista Benjamim Taubkin vive momento de intensa atividade. Ele gravou disco com o saxofonista colombiano Antonio Arnedo e com um grupo de música tradicional da Coreia do Sul. Passou pelo Marrocos, onde tocou com artistas locais que marcaram presença em seu álbum Al Qantara. Na Espanha, fez shows e palestras em universidades. Mas o paulistano não deixou suas articulações no Brasil de lado, como prova o CD instrumental 'Sons de sobrevivência' (Núcleo Contemporâneo).

O novo trabalho, parceria com os percussionistas Simone Sou e Guilherme Kastrup, é composto por sete temas escritos pelos três (separadamente ou juntos). “Eles já tinham o duo Soukast e desenvolveram essas composições para bateria, percussão e eletrônicos. Em 2010, os dois me convidaram para uma apresentação e o resultado foi muito bacana. Ficamos animados a continuar”, lembra o pianista.

Ainda que a base do disco já estivesse definida, foi no estúdio que o trio deu forma definitiva às composições. No caso de 'Pifaiada', que abre o repertório, Taubkin compôs a parte harmônica e os contracantos do piano nos ensaios. As demais ele compôs praticamente em “tempo real” durante as gravações. “Posteriormente, acrescentamos algumas partes eletrônicas a todas as faixas, mantendo no estúdio o que fizemos ao vivo”, acrescenta.

Há pontos bastante interessantes no disco, como o diálogo entre Simone e Kastrup em 'O tocador', envolvendo pandeiro e panelas, entre outros objetos. Já em 'Choro bororo', Benjamim surpreende ao compor sobre samples de falas de índios. Já na bela 'Improviso (e o que veio depois)', eles demonstram como sua afinidade realmente funciona bem, pois o tema foi criado, de fato, de improviso.

PONTAS

“É difícil definir, mas diria que isso é música viva. Urbana, contemporânea e brasileira. O duo tem algumas características especiais para mim. Primeiro, o fato de trabalhar a partir de ritmos tradicionais brasileiros que eles conhecem muito bem, como coco, congado e reisado. Depois, porque os dois mergulham nas experimentações. Essas duas pontas são criativamente bem atraentes. A cada encontro, saíamos mais animados e querendo fazer mais coisas”, conta Taubkin.

O trio chegou a participar de projetos especiais com orquestras – em 2012, com a Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo; ano passado, com a Tonkünstler Orchestra, na Áustria. No momento, o baterista Pedro Ito substitui Simone na formação, pois ela se mudou para a Holanda. Em fevereiro, a artista volta ao país e o trio aproveita para fazer o show de lançamento do álbum.

REPERTÓRIO

>> Pifaiada
>> Gota d’água
>> Choro bororo
>> Improviso (e o que veio depois)
>> O tocador
>> Mozambik bembe
>> Fábrica de sapos

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE MÚSICA