Yamandu Costa e Guto Wirtti apresentam novo trabalho em BH

Disco que remete a bailes vistos pelas estradas do país e do exterior

por Eduardo Tristão Girão 20/11/2014 08:46

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Pablo Corti/Divulgação
Amigos de infância, GutoWirtti e Yamandu Costa fazem show emBH (foto: Pablo Corti/Divulgação)
Os gaúchos Yamandu Costa (violão) e Guto Wirtti (baixo) tocam juntos há 11 anos e se conhecem desde a infância. Ainda assim, o destino deles parece ter sido traçado mais cedo: os respectivos pais, ambos músicos, tornaram-se amigos bem antes de os dois nascerem e se encontravam pelas estradas do Rio Grande do Sul quando tocavam em bailes de música regional. Esse é o contexto afetivo e musical que serve de base para o disco 'Bailongo', que a dupla lança nesta quarta, no Cine Theatro Brasil Vallourec, em BH.

O álbum é uma espécie de continuação do trabalho que eles iniciaram em 'Continente' (2013), no qual um dos destaques é o uso do baixolão, instrumento que está entre o baixo acústico e o elétrico, podendo ser tocado desplugado e caracterizado por timbre mais natural. Ele foi comprado durante turnê que fizeram pela Europa e magnetizou a atenção do baixista desde então. Entretanto, se antes tinham a companhia de um segundo violonista, Arthur Bonilla, agora Costa e Wirtti contam apenas um com o outro.

“'Bailongo' traz as imagens que fomos pegando na estrada. Grupos de jazz manouche franceses, ciganos na Espanha. Encontramos um grupo de baile na Áustria que parecia muito com os do Rio Grande do Sul. Eles nos remeteram a uma unidade histórica na música que culmina no baile. São comunidades com seu circo, famílias que se unem. A gente via muito isso na estrada durante a infância. 'Bailongo' deixa entrar outras vertentes que se unem estética e historicamente, é mais caliente. Já 'Continente' é mais regional, mais pampa”, explica Wirtti.

Para dar forma a tudo isso, pinçaram composições como 'Schottish-choro' e 'Mazurka-choro' (ambas de Villa-Lobos), 'Nervos de aço' (Lupicínio Rodrigues), 'Forró de gala' (Jacob do Bandolim), 'Porro nº5' (do colombiano Gentil Montaña) e 'La pompe/Troublant bolero' (do belga Django Reinhardt). No repertório, também há espaço para composições autorais que os dois têm escrito ao longo desses últimos anos de parceria.

Nylon A peculiaridade sonora do baixolão, acredita Wirtti, foi mesmo decisiva para o resultado do disco: “Ele é próximo do violão. É o meu reencontro com o violão, que foi meu primeiro instrumento. Ainda hoje só componho no violão e esse baixolão não é como aquele baixolão que ficou conhecido no acústico do Titãs. Ele tem todas cordas de nylon, revestidas com aço, como as do violão. O som é mais macio, a técnica e a pegada são diferentes. E você tem que tirar o som dele, sem artifícios para dar um sonzão”.

'Bailongo'
Show de lançamento do disco de Yamandu Costa e Guto Wirtti. Hoje, às 21h. Grande Teatro do Cine Theatro Brasil Vallourec, Praça Sete, s/nº, Centro. Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 10 (funcionários da Vallourec). Informações: (31) 3201-5211.

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