Tempo Plástico faz show nesta quarta em BH

No repertório banda promete resgatar canções do primeiro CD e apresentar inéditas

por Walter Sebastião 05/11/2014 09:15

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Luiz Carlos Ferreira/Divulgação
No show, a banda Tempo Plástico vai mostrarmúsicas do segundo CD (foto: Luiz Carlos Ferreira/Divulgação )
A banda Tempo Plástico faz show nesta quarta, às 20h, no teatro de bolso do Sesc Palladium. Chega com o vocalista Fabio Gruppi à frente de um power trio formado por Cláudio Moreira (guitarra), Luciano Porto (baixo) e Saulo Ferrari (bateria). Recém-saído de estúdio, onde gravou o segundo disco, prometido para breve, o grupo apresenta no repertório canções inéditas ('Hoje eu acordei', 'Por um fio') e do primeiro CD ('Kerouac', 'Yellow liquido').

O som atual, explica Fábio Gruppi, tem peso e elementos de pop, valorizando riffs de guitarra e vocais trabalhados. “Até porque, ao reduzir um integrante, sobrou espaço para o canto”, observa o vocalista. Proposta que carrega influência de banda que os integrantes adoram: a californiana Queens of the Stone Age, ícone do stoner rock, gênero em que convivem peso, melodia e atmosfera setentista. Mas também buscando a ponte entre o público pop e o rock.

Alternativos Apesar de ter composições em inglês e em português, para Fabio Gruppi, o que a Tempo Plástico faz é rock brasileiro. “Britânicos e norte-americanos têm produção mais marcada, mais dura. Nós, mesmo querendo fazer algo assim, temos sangue brasileiro. E o suingue acaba aparecendo na música de uma forma ou de outra”, acredita. Para ele, isso pouco importa, já que tal caminho (“a essência do rock acrescida de veia nacional”) acaba sendo algo original e raro.

Diferente mesmo, aponta, é a infraestrutura para gravação e shows. “No Brasil, só axé e sertanejo cotam com megaestrutura. Por aqui, até as grandes bandas de rock têm um pé no underground”, continua Fábio Gruppi. Com relação às interpretações, o cantor conta que, como as letras são dele, defende cada uma delas com garra e vontade redobradas. Já houve quem visse no vocalista semelhanças com a postura de Cazuza.

Fabio Gruppi considera que a cena roqueira de Belo Horizonte passa por momento difícil de três anos para cá. “Há poucos lugares para tocar e o público, que fica escondido em casa de covers, não está acostumado a ouvir música autoral”, explica. Aspecto positivo, em contrapartida, é o surgimento de boas formações, o que cria um clima de convívio, “ombro companheiro na hora de enfrentar os problemas”. Ele próprio indica The Junkie Dogs (que acaba de lançar disco), Fodastic Brenfers e Absinto Muito como prova da renovação do metal em BH.

Barulho

A Tempo Plástico surgiu em 2006, formada por colegas do curso de comunicação social que se encontravam “na escada (do prédio) 13”, na PUC. O grupo já tocou no bar A Obra, no projeto Conexão BH e em festivais, e esteve ainda no programa Alto falante, da Rede Minas. No palco, a banda apresenta també releituras de canções de Queens of the Stone Age, Rolling Stones e Titãs.

Tempo Plástico
Nesta quarta, às 20h, no Teatro de bolso do Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Ingressos a R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada). Informações: (31) 3270-8100.

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