Violonista mineiro Juarez Moreira está em turnê na Europa

Compositor faz 12 apresentações pela Suíça e em Praga, capital da República Tcheca

por Eduardo Tristão Girão 21/10/2014 07:30

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Beto Magalhães/EM/D.A Press
Juarez Moreira quer trazer para o Brasil o show do disco Castelo, que apresenta na Europa (foto: Beto Magalhães/EM/D.A Press)
O violonista e compositor mineiro Juarez Moreira está na Europa, onde faz turnê de 12 apresentações pela Suíça e em Praga, capital da República Tcheca. Está acompanhado pelos músicos suíços Peter Schärli (trompete) e Hans Feigenwinter (piano), com os quais excursionou no ano passado e, em seguida, gravou o disco 'Castelo' (TCB Music/The Montreux Jazz Label), inédito no Brasil. O artista negocia trazer esse espetáculo para cá no ano que vem.

“Os dois trabalham com várias formações lá. São muito bons músicos e atuam também como professores. Peter organizou esse projeto. Ele conheceu meu violão pelo disco Bim bom, com músicas de João Gilberto, que gravei com a cantora Ithamara Koorax, em 2009. Esse pessoal todo gosta de música brasileira. Ele fez contato por e-mail e começamos a conversar. Chegou a vir ao Brasil, mas não conseguimos nos falar. Peter já queria uma turnê e um disco”, conta Moreira.

Ano passado, o mineiro esteve na Suíça duas vezes e, numa dessas oportunidades, aproveitou para entrar em estúdio com Schärli e Feigenwinter. Em dois dias, gravaram as oito faixas que compõem o trabalho, dominado por composições do violonista, que contribuiu com Valsa para Maria, Carioca, Castelo, Último adeus e a clássica Baião barroco. O pianista participou com Kofferwort e Glocke, enquanto o trumpetista deu ao disco Obrigado meu amor.

“Fizemos isso depois da nossa turnê, que teve 15 shows. Gravamos ao vivo no estúdio. Valeu o que foi tocado. Quando se pratica o repertório previamente num show, algumas músicas acabam saindo melhores que outras. Ocorre muito de as músicas irem tomando forma na estrada e umas ficam mais fortes”, afirma o mineiro. Por esse motivo, acrescenta, deixou de fora Cantiga bossa nova, Bom dia e Depois do amor, que inicialmente estavam no programa.

Sobre o título do disco, ele explica que é uma homenagem ao baterista mineiro Mário Castelo, morto em 2005. “Fomos muito próximos e tocamos muito. Um dia, ele me pediu uma música que fugisse desse padrão de bossa e jazz, uma batida que não fosse de samba. Fiz uma música com outra batida, mais marcada, quatro por quatro, mas que continua sendo lírica, como as coisas que faço. Assim, surgiu a música Castelo”, lembra. Recentemente, ele acrescentou interlúdio à composição.

Canção


Juarez Moreira revela que tem três trabalhos no forno. Um voltado a música erudita, outro com seção de cordas e, por fim, um que revelará sua faceta de compositor de canções. “Tenho parceiros como Chico Amaral, Celso Adolfo, Paulinho Pedra Azul, Fernando Brant, todos eles autores das letras. Tem muita gente que ouve minha música como se fosse canção, pois ela é muito melodiosa. Na minha formação, quando mais aprendi foi acompanhando cantores e cantoras”, diz. (ETG)

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