Alicia Keys participa de manifestação por libertação de nigerianas

"É horrível que elas estejam desaparecidas há seis meses e que nós ainda não tenhamos conseguido encontrá-las", lamentou a artista

por AFP - Agence France-Presse 15/10/2014 10:21

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 Jewl Samad/AFP
Alicia criou há pouco tempo o movimento 'We Are Here' ('Estamos aqui') (foto: Jewl Samad/AFP)
A cantora americana Alicia Keys, grávida de 7 meses, juntou-se nessa terça-feira a um pequeno grupo de manifestantes em frente ao consulado da Nigéria, em Nova York, exigindo a libertação das mais de 200 estudantes de ensino médio sequestradas pelo grupo radical islâmico Boko Haram.


"Tragam de volta nossas meninas, agora!", repetiam os manifestantes, incentivados pela cantora de 33 anos, que exibia um cartaz com os mesmos dizeres. "Hoje é o aniversário do meu filho e estou aqui para expressar minha solidariedade às mães de Chibok", disse Keys, referindo-se à cidade nigeriana onde as adolescentes foram raptadas, no dia 14 de abril.

"É horrível que elas estejam desaparecidas há seis meses e que nós ainda não tenhamos conseguido encontrá-las. É preciso continuar pressionando nossos governantes para que saibam que é um assunto importante e que não vamos deixar que seja esquecido".

"A Nigéria deve encontrar essas meninas e nós, como uma comunidade internacional, devemos oferecer nosso apoio", acrescentou. Alicia criou há pouco tempo o movimento "We Are Here" ("Estamos aqui"), por mais justiça social. A cantora reforçou a importância da solidariedade neste momento.

"Essas meninas representam tanto. Representam jovens privadas de educação, tratadas como propriedade, que convivem com a violência sexual usada como arma de guerra", disse.

Entre os manifestantes, Eva, que preferiu não informar o sobrenome, estava em sua hora de almoço. "Não havia me dado conta de que já se passaram seis meses. É inacreditável". E continua: "podemos determinar o paradeiro de terroristas, mas não conseguimos encontrar essas 200 adolescentes", indignou-se.

A Polícia nigeriana impediu, nessa terça, uma marcha até a residência oficial do presidente, realizada por integrantes de movimentos que exigem o resgate das 219 meninas levadas pelo Boko Haram.

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