Jon Anderson comemora o milagre da vida em show solo que chega a BH no dia 21

Ex-cantor do Yes promete um repertório com sucessos da antiga banda e versão de clássico dos Beatles

por Mariana Peixoto 15/10/2014 07:39

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(Bogdan Baraghin/Reuters)
Depois de enfrentar seis cirurgias na garganta, Jon Anderson diz que a vida é uma grande aventura (foto: (Bogdan Baraghin/Reuters))
Chegar aos 70 anos no palco é um pequeno milagre para Jon Anderson. Uma década atrás, isso seria improvável. Com a saúde fragilizada, o cantor e compositor, que fez da voz seu principal instrumento, enfrentou um grave problema na região da garganta, que resultou em seis cirurgias realizadas em quatro meses. Já recuperado, mas sem o apoio do Yes, banda-ícone da era progressiva – no meio da recuperação ele foi dispensado pelos antigos companheiros –, Anderson vem seguindo sua trajetória da melhor maneira possível. Terça-feira, ele volta a Belo Horizonte para mais um show solo, no Sesc Palladium, com o apoio do Estado de Minas, Guarani FM e Portal Uai.

Jon Anderson convida o público mineiro para o show de BH. Confira:




Dia 25, Jon Anderson comemora suas sete décadas. “Estou animado e saudável. A vida é uma grande aventura e sempre fui muito aberto a grandes aventuras. Quero passar os próximos 30 anos fazendo música”, afirma. Ele vai subir ao palco acompanhado apenas de piano, violão e ukelele, como no show apresentado há dois anos na cidade. “A ideia é a mesma, mas as canções são outras, bem como as histórias que pretendo contar com elas. A intenção é que tanto eu quanto o público possamos nos divertir.” No repertório, além dos hits do Yes, ele promete material da carreira solo e versões. A day in the life, dos Beatles, será uma delas.

“As canções do Yes são maravilhosas, pois foram gravadas por músicos fantásticos. Vou apresentá-las da forma como as compus”, explica. A voz delicada de Anderson é um espelho de seu estilo de vida. Tranquilo, quase zen, ele não come carne e é adepto da meditação. O segredo chega a ser banal de tão simples: muito throat coat (“casaco de garganta”, numa tradução literal), um chá à base de mel e limão.

Presença forte no Brasil desde a estreia do Yes no Rock in Rio, em 1985, o artista, uma vez fora da banda, sempre buscou fazer diferente. Em BH, já cantou com Milton Nascimento, com o próprio Yes e até numa duvidosa formação dos medalhões Alice Cooper e Alan Parsons.

Os planos para o futuro incluem a volta do novo projeto, The Anderson Ponty Band, recém-criado com o violinista francês Jean-Luc Ponty. “Começamos a compor algumas canções até chegar à conclusão de que poderíamos gravar algo juntos”, comenta Jon.

Depois de uma série de ensaios, a dupla gravou, no mês passado, na Wheeler Opera House, em Aspen (EUA), as duas apresentações que vão resultar em um CD e um documentário. “Como somos mais músicos de palco do que de estúdio, resolvemos fazer o registro ao vivo. A ideia é lançar o disco no início de 2015 e sair em turnê a partir de fevereiro”, informa.

Além das duas estrelas, o combo conta com instrumentistas que acompanham o violinista: o guitarrista Jamie Dunlap, o tecladista Wally Minko, o baixista Baron Browne e o baterista Rayford Griffin. No repertório estão principalmente as canções mais conhecidas de ambos, em novos arranjos. “É difícil descrever em palavras como ficou. Posso dizer que a gravação está muito diferente de tudo o que já fiz”, conclui Jon.

JON ANDERSON

Dia 21, às 21h. Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro, (31) 3270-8100. Plateia 1: R$ 100 e R$ 50 (meia-entrada). Plateia 2: R$ 80 e R$ 40 (meia). Plateia 3: R$ 40 e R$ 20 (meia).

Lee Wilkinson/Divulgação
(foto: Lee Wilkinson/Divulgação)
Rick Wakeman vem aí


Muita gente contabiliza o showbizz brasileiro a partir do Rock in Rio. Pois até o festival realizado em janeiro de 1985, o que houve de show internacional no país foram poucas e ousadas experiências. Em 11 de setembro de 1981, uma delas ocorreu em Belo Horizonte. Rick Wakeman levou ao Mineirinho 22 mil pessoas – inaugurado um ano e meio antes, o ginásio só vira público semelhante numa série de apresentações de Roberto Carlos.

Dez dias depois de Jon Anderson, Wakeman, seu ex-colega de Yes, desembarca em BH. Em 1º de novembro, ele se apresenta no Palácio das Artes. O show será dividido em dois, para delírio dos fãs de um dos instrumentistas mais importantes do rock progressivo. A primeira parte terá temas bem conhecidos, como Rei Arthur e As seis esposas de Henrique VIII. A segunda será totalmente dedicada a seu trabalho mais importante, o antológico Viagem ao centro da Terra (1974), álbum-marco do rock sinfônico, que vendeu 14 milhões de cópias.

Além da carreira solo, Wakeman tocou com o primeiro time do pop: Cat Stevens, David Bowie, Elton John, Lou Reed e Brian May, entre outros. Com o Yes, a relação sempre foi tempestuosa. Ele entrou e saiu do grupo em cinco ocasiões – Wakeman não veio ao Rock in Rio porque estava fora da banda.

Independentemente das relações com Chris Squire e Steve Howe, respectivamente baixista e guitarrista do Yes, Wakeman continua mantendo os laços com Anderson. Há três anos, os dois lançaram The living tree. O álbum trouxe a reboque a turnê da dupla. “É meu disco mais recente”, lembra Anderson, observando que o projeto foi realizado on-line. “Na época, estava em turnê. Ele me mandava as músicas e eu as gravava nos intervalos dos shows.”

Ciente da proximidade das datas em BH, Jon Anderson brinca: “Vou conversar com Rick esta semana e dizer que, da próxima, temos de ir juntos.”

RICK WAKEMAN
Em 1º de novembro, às 21h. Palácio das Artes, Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400. Plateia 1: R$ 250 e R$ 125 (meia-entrada). Plateia 2: R$ 200 e R$ 100 (meia). Balcão: R$ 150 e R$ 75 (meia).

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