Violinista Rachel Barton Pine se apresenta com a Filarmônica de Minas Gerais

Uma das musicistas mais completas de sua geração, a norte-americana participa de concerto no Palácio das Artes

por Eduardo Tristão Girão 02/10/2014 07:30

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Andrew Eccles/Divulgação
Apaixonada pela música folk escocesa, Rachel Barton Pine se destaca por seu ecletismo, técnica e dedicação (foto: Andrew Eccles/Divulgação )
Celebrada por suas performances intensas e de alto nível técnico, a premiada violinista norte-americana Rachel Barton Pine dividirá o palco com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais nesta quinta-feira à noite, no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Sob regência do convidado espanhol Edmon Colomer, interpretarão obras de Toldrá, Bruch e Schuman. O evento integra a programação da série Allegro.

Para dar início ao concerto, a filarmônica apresentará a suíte 'La filla del marxant', do violinista, regente e compositor espanhol Eduard Toldrá (1895–1962). Integrante da Escuela Municipal de Música de Barcelona, em 1912 ele conquistou o Premio Extraordinario de Violín. É reconhecido por suas canções, nas quais concilia a tradição popular catalã e tendências neoclássicas e impressionistas. A peça escolhida para hoje é resultado de encomenda para peça teatral.

Na sequência, a 'Fantasia escocesa, op. 46', do alemão Max Bruch (1838–1920), é dedicada ao violinista espanhol Pablo de Sarastre, que a pediu ao compositor. Bruch começou a escrever aos 9 anos e sua obra tem como marca a inventividade melódica e a mistura de elementos folclóricos da Suécia, Rússia, celtas e judaicos.

“Apesar de me apresentar com roupa e violino clássicos, não gosto de ser chamada de musicista clássica”, diz Rachel. “Gosto de muitos segmentos musicais. Tenho a sorte que meu hobby é meu trabalho e assim aprendi música escocesa. Todo ano vou a um acampamento para aprender música escocesa. Gosto de incorporar as nuances da música folk. O rock também é uma influência muito presente. Talvez alguns fãs de rock venham e descubram que a música clássica pode ser cool. Meu propósito é esse.”

O encerramento terá a 'Sinfonia nº 3 em Mi bemol maior, op. 97, “Renana”', do também alemão Robert Schumann (1810–1856). A obra é considerada um marco para o compositor, tanto em sua vida pessoal quanto profissional. O ano que antecede sua composição foi o mais produtivo de sua carreira. Entre suas experiências nos mais diversos gêneros, essa obra é das mais significativas, considerada por Tchaikovsky o ponto máximo da produção de Schumann.

Batuta

Edmon Colomer, que se apresenta pela primeira vez com a orquestra mineira, atuou como diretor artístico e regente principal do Festival de Música do Leste, nos Estados Unidos: da Orquestra Filarmônica de Daejeon, na Coreia do Sul; da Orquestra de Picardie, na França; da Orquestra Filarmônica de Málaga e das sinfônicas Balears e de Vallés, na Espanha. Já se apresentou como convidado com a Sinfônica de Londres, Filarmônica Real Britânica e Ópera de Paris, entre outras.

"Sempre que possível, tento incluir nos programas das orquestras um pouco do repertório espanhol para que as obras se tornem conhecidas em outros países. Por isso, a presença da obra de Toldrá. A Espanha, principalmente a Catalunha, tem culturas muito diferentes num mesmo lugar, com ritmos distintos, mas, ainda assim, mesmo tendo sido composta no século 20, La filla del marxant se inspira no classicismo. É uma obra muito acadêmica", comenta Colomer.

Série Allegro
Concerto da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, com a solista Rachel Barton Pine (violino) e o regente convidado Edmon Colomer. Ingressos a R$ 70 (plateia 1), R$ 54 (plateia 2) e R$ 36 (plateia superior); meia-entrada para estudantes e maiores de 60 anos. Informações: (31) 3236-7400 e www.filarmonica.art.br

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