Moreno Veloso lança o disco 'Coisa boa' com show no Teatro Bradesco

Disco lançado em maio pode ser considerado o primeiro trabalho solo do compositor

por Mariana Peixoto 26/09/2014 07:30

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Tv Brasil / Divulgação
(foto: Tv Brasil / Divulgação)
Lançado em maio, 'Coisa boa' é, de certa maneira, o primeiro álbum de Moreno Veloso. Cantor, compositor, produtor, um dos nomes de frente da Orquestra Imperial, ele, na verdade, estreou em disco em 2000, com 'Máquina de escrever música', CD que marcou o início do projeto +2 – trio que formou com os amigos de colégio Domenico e Kassin. Ao longo do caminho, houve vários outros discos, mas sempre em parceria.

“É uma estreia de um cara que está na lida há um tempão, então não é estreia coisa nenhuma. O que ocorre é que quando eu tinha a banda +2, eu dividia tanto a parte técnica quanto a da coragem”, admite Moreno. Desta vez, ele dividiu com Pedro Sá, outro amigo de infância, a produção. Só que Pedro está acompanhando Caetano em turnê nos Estados Unidos. Dessa maneira, para o show de amanhã Moreno teve que substituir o guitarrista. No Teatro Bradesco, ele vai tocar acompanhado de Gustavo Benjão (violão e guitarra), Bruno Di Lullo (baixo) e Rafael Rocha (bateria) – o primeiro é do grupo Do Amor, os outros dois da Tono, a banda de Bem Gil.

'Coisa boa' traz 11 faixas em não mais do que 35 minutos. “São coisas que vim colecionando ao longo dos anos. Quem me ajudou a montar o repertório foi o Pedro Sá. Ele se sentou comigo e começamos a lembrar das músicas que gostaria de ter gravado”, comenta. O disco é aberto com 'Lá e cá', que Nina Becker gravou duas vezes; 'Hoje' e 'Um passo à frente' foram conhecidas primeiro na voz de Gal Costa; a música que dá título ao disco nasceu como uma canção de ninar que Moreno entoava para os filhos Rosa e José. Da seleção, há somente uma canção não autoral, 'Num galho de acácias', versão de J. Carlos para a francesa 'Un peu d’amour'.

“No palco, mantemos a sonoridade suave (do disco). Mas cabem muitas outras coisas no show, desde o 'Máquina de escrever música' a coisas do Tono e do Ilê Ayê”, conta Moreno. Nascido em Salvador, ele só viveu ali seus primeiros anos. Depois de décadas no Rio de Janeiro, viveu novamente na cidade baiana, uma das inspirações para 'Coisa boa'. Outra referência é o Japão, onde Moreno já lançou disco e fez algumas temporadas. O álbum traz inclusive canção em japonês, 'Onaji sora' (O mesmo céu, em português), cantada por Moreno e pela cantora Takako Minekawa. A veia nipônica pode ser vista também no cenário, com elementos de papel dobrado.

Além do seu próprio show, que tem viajado pelo Brasil, Moreno fez recentemente uma apresentação no Rio com a Orquestra Imperial. Como boa parte dos integrantes está envolvida com seus próprio trabalhos – Nina Becker lançou um novo álbum, Rodrigo Amarante está vivendo mais fora do que no Brasil, Pedro Sá está viajando com Caetano – a agenda deu uma arrefecida. “Apesar de o período estar mais difícil para concentrar todo mundo, a gente continua. Adoro fazer esses bailes e fizemos um há pouco no Rio com a Thalma de Freitas, que está morando em Los Angeles e há um ano não cantava com a gente”, finaliza.

MORENO VELOSO
Show de lançamento do álbum Coisa boa. Neste sábado, às 21h, no Teatro Bradesco, Rua da Bahia, 2.244, Lourdes. Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia). Informações: (31) 3516-1360.

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