Pianista Marcus Abjaud interpreta o disco inédito 'Rarefeito' em show nesta quinta

Apresentação será na Sala Sergio Magnani da Fundação de Educação Artística

por Eduardo Tristão Girão 25/09/2014 07:30

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Elcio Paraiso/Bendita/Divulgacão
Marcus Abjaud foi premiado como uma das revelações da música mineira (foto: Elcio Paraiso/Bendita/Divulgacão)
O pianista belo-horizontino Marcus Abjaud é um dos principais nomes da geração que vem renovando a cena instrumental da capital mineira. Ao lado de outros talentos, gravou o ainda inédito álbum 'Rarefeito', que será interpretado quase que integralmente hoje à noite, na Sala Sérgio Magnani da Fundação de Educação Artística. A apresentação faz parte da série de shows dos vencedores do 14º Prêmio BDMG Instrumental, realizado este ano. Como convidado, ele vai contar com o saxofonista Marcelo Martins.


A reunião de instrumentistas no disco de Abjaud impressiona. Todos jovens e de alto nível, com várias passagens por edições da premiação que ele ganhou este ano, como concorrentes ou acompanhantes e, em alguns casos, também vencedores. Foram para o estúdio com ele os baixistas Frederico Heliodoro e Bruno Vellozo, o baterista Felipe Continentino, os guitarristas Matheus Barbosa e Pablo Passini e, numa única faixa, o saxofonista Breno Mendonça.

As músicas foram compostas do ano passado para cá, sendo que algumas foram finalizadas há questão de semanas. O processo de gravação durou aproximadamente um ano, o disco já está pronto, mas o pianista ainda batalha a tiragem inicial em CD. Quase todo o repertório do show, adianta Abjaud, será formado por músicas do álbum e o arranjo que fez para 'Oração ao tempo', de Caetano Veloso, com o qual foi um dos quatro vencedores do BDMG Instrumental.

“Gosto de definir meu som como experimental, já que o critério de composição, execução e arranjo é aberto”, afirma o instrumentista. “Podem-se ouvir vários estilos, mas todos executados de forma menos direta e mais interpretativa”, continua. “A primeira banda que toquei era cover de Beatles, então, foi minha primeira influência. É difícil citar nomes, mas todo trabalho que ouço e no qual sinto uma verdade me influencia. Posso citar os pianistas André Mehmari e Brad Mehldau, músicos geniais com estilos completamente diferentes.”

CONFORTO Para o pianista, a marca da nova geração de músicos da qual faz parte é rejeitar rótulos e não repetir velhas fórmulas: “É frustrante quando alguém ouve sua música e diz que ela é a cara disso ou daquilo”, explica. “Por isso, o termo ‘experimental’ é tão adequado. Não há como fazer algo novo sem sair da zona de conforto. Quando comecei a tocar com essa turma, percebi que era exatamente o desafio que estava buscando.”

Inclusive, é com vários desses colegas que Abjaud tem tocado mais atualmente. Mais precisamente Matheus Barbosa, Frederico Heliodoro, Felipe Continentino, Breno Mendonça e o trompetista Wagner Souza. “Como um está sempre tocando no trabalho do outro, não é muito difícil me encontrar em algum bar ou teatro de Belo Horizonte”, diz. Paralelamente, ele tem tocado também com o artista gospel Eli Soares.

EM SAMPA

Em 27 de outubro, Marcus Abjaud vai participar do programa Instrumental Sesc Brasil, em São Paulo, ainda na série de shows de vencedores do 14º Prêmio BDMG Instrumental. O show será no Teatro Anchieta do Sesc Consolação e terá a mesma formação de hoje.

Rarefeito
Show do pianista Marcus Abjaud e banda, com participação do saxofonista Marcelo Martins. Nesta quinta-feira, às 20h30, na Sala Sergio Magnani da Fundação de Educação Artística (Rua Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Entrada franca. Informações: (31) 3224-1744.

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