Judas Priest volta ao estilo clássico da banda em novo disco

Grupo não lançava um álbum de inéditas desde 2008

por Daniel Seabra 08/09/2014 08:40

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Guillermo Legaria/AFP
O guitarrista Richie Faulkner enturmou-se rapidinho com o cantor Rob Halford e o restante da banda (foto: Guillermo Legaria/AFP)
Claro que não dá para esperar outro Number of the beast do Iron Maiden ou que o Black Sabbath repita Heaven and hell. E é justamente assim que é preciso encarar Redeemer of souls, 17º disco do Judas Priest. Obviamente, esse trabalho não tem muito a ver com Screaming for vengeance (1982), um clássico da banda, mas nem por isso merece ser ignorado. Muito ao contrário. Em primeiro lugar, trata-se de um dos grandes grupos do heavy metal. E também, ao que parece, Rob Halford e sua trupe assimilaram bem a saída, em 2011, de K. K. Downing, guitarrista original da banda.

O novo titular da guitarra Richie Faulkner não se fez de rogado. Chegou já mostrando suas garras logo nos primeiros shows da turnê de “despedida”, naquele mesmo ano, passando, inclusive, por Belo Horizonte, em 24 de setembro. Em um Chevrolet Hall lotado, a banda mostrou, na apresentação conjunta com o Whitesnake, que ainda está em plena forma. Isto se confirma no novo trabalho. Além de travar um belo “duelo” de guitarras com Glenn Tipton, também responsável por alguns sintetizadores. Tipton, aliás, também assina a produção do disco.

Se a banda andou desviando-se de seu estilo em alguns últimos trabalhos, agora é a volta às origens. E o próprio Tipton adverte: “Os fãs não precisam esperar muita experimentação. São 13 músicas do mais puro clássico metal do Priest”. A banda resolveu pagar com juros e correção a dívida com os fãs, já que, desde Nostradamus (2008) não lançava um trabalho inédito. Os “Reis do Metal” carregaram no peso em algumas músicas, como na que dá nome do trabalho, que tem, logo na primeira frase: Time to settle a score (“hora de acertar as contas”). É um trabalho recheado de bons riffs de guitarra. Do início ao fim, soa com a marca característica do Priest, inclusive com uma cozinha que funciona muito bem, com Ian Hill (baixo) e Scott Travis (bateria) trabalhando de forma bastante harmônica.

“Colocamos nosso coração e nossa alma nisso (o novo disco). E não é fácil depois de 40 anos”, ressaltou Halford, sobre o novo disco. Quando esteve em Belo Horizonte, com a Epitaph Tour, o Judas Priest anunciou que era o fim de suas grandes turnês. Tudo bem, lançariam material novo (como é o caso) e tocariam mais perto de casa. Agora eles já estão perto de cair na estrada para uma série de shows pelos Estados Unidos afora, começando em meados de outubro. Quem sabe este disco não seja o fôlego que os sessentões precisavam para mudar de ideia e voltar a rodar o mundo?

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