Virada Cultural chega ao fim após reunir multidão em praças e ruas de BH

Segunda edição do movimento cultural foi aprovada por artistas e público, que lotou vários pontos da capital mineira em 24 horas de programação

por Walter Sebastião Tiago de Holanda 31/08/2014 21:08

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Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press
O grupo Vesperata de Diamantina encerrou a programação na Praça da Estação (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press)

Quem encerrou a programação da praça da Estação, da segunda Virada Cultural, foi a Vesperata de Diamantina. O grupo manteve em Belo Horizonte o que é tradição em suas apresentações diamantinenses: instrumentistas instalados na sacada dos imóveis, ocupando, as varandas do Museu de Artes e Ofícios. "É oportunidade de divulgar nossa cidade e valorização do trabalho musical das crianças e adolescentes que integram a banda", contou o maestro Patrick Aguilar, de 31 anos. A banda tem 43 músicos e repertório de valsas, dobrados e sucessos populares.

A abertura da programação musical de domingo, na praça da Estação, ficou com a cantora e compositora Paula Fernandes, que fez show às 18h. No repertório canções novas e antigas que contam um pouco da arte e da vida da mineira de Sete Lagoas. Repertório movido por folk-pop romântico, em inglês (ela canta You’re still the one, gravada com a canadense Shania Twain) e português. Que, no palco, vem embalado com estrutura de mega-produção. Com direito a troca de figurinos, projeção de imagens, exibição de clipes etc. Esbanjando simpatia e charme, mostrando todo poder de sua bela voz, a mineira deixou hipnotizados as cerca de oito mil pessoas que se reuniram na praça da Estação.

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A mineira Paula Fernandes foi o grande nome da noite (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press)
"Considero a Virada Cultural um projeto fantástico. É realização que ajuda a divulgar a cultura do povo", afirmou o maestro Patrick Aguilar. Lamentou, inclusive, falta de tempo para aproveitar mais a programação devido ao trabalho de coordenação da Vesperata. A banda, explicou o regente, tem também como objetivo divulgar Diamantina. "Somos patrimônio cultural da humanidade, temos qualidade de vida formidável, clima bom e população de bem com a vida", garantiu. "Em Diamantina é cultura o tempo todo", afirmou, destacando, especialmente, a produção musical da cidade como expressiva.

A praça da Liberdade, na tarde de domingo, teve bons shows. Gabriel Guedes, reuniu amigos, em show que fez dialogar sons do Clube da Esquina e Beatles. De um lado canções do pai dele, Beto Guedes; de outro Here comes the sun e Blackbird. Repertório temperado com sonoridades indianas que acentuou o tom setentista da apresentação. O violonista e guitarrista Juarez Moreira, por sua vez, no mesmo local, mostrou o singular jazz feito pelos mineiros, que, pelo intenso diálogo com a rítmica brasileira, soa distinto dos canônes norteamericanos. Mais dois mineiros brilharam na segunda edição da Virada: Flávio Renegado e Aline Calixto, ambos tendo realizado ótimos shows, no sábado, aprovado por multidão que se reuniram no local.

A Praça da Liberdade também foi palco para Lô Borges, que se apresentou pela manhã para um público bem variado, com destaque para famílias, crianças e muitos bebês que foram aproveitar a manhã musical na praça. O artista cantou clássicos do Clube da Esquina como "Paisagem da janela" e "Um girassol da cor do seu cabelo" e a plateia embalou cantando junto.

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