Alcione apresenta seu disco 'Eterna Magia' em show na capital

Maranhense promete "show mais balançado da carreira" para o público mineiro

por Walter Sebastião 29/08/2014 10:32

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Mariza Lima/Divulgação
"Vivemos momento feliz em que o samba deixou de ser velha-guarda e ganhou a juventude sem afastar as pessoas que têm mais experiência%u201D Alcione, cantora (foto: Mariza Lima/Divulgação)
Noite festiva, comemorada com samba e canções românticas. É o que promete a cantora Alcione, que faz show neste sábado, no Chevrolet Hall. No repertório, canções do disco mais recente, Eterna alegria, como Produto brasileiro, Sentença ou a composição que dá nome ao CD – “o mais balançado que já fiz”, avisa a cantora. Mas ela promete também mostrar o que as pessoas gostam de ouvir, caso de Sufoco e Estranha loucura, entre outras. A artista conta que sentia vontade de cantar mais sambas, mas assumiu: “Não vivemos sem o romantismo.”

Alcione diz que eterna alegria para ela é cantar. “Vivemos momento feliz em que o samba deixou de ser velha-guarda, ganhou a juventude sem afastar as pessoas que têm mais experiência”, afirma, considerando que o gênero reúne hoje muitos jovens artistas de talento. A música romântica é o outro pilar da carreira de Marrom. “Ela tem o poder de resgatar lembranças, aproximar pessoas e até começar a contar uma história nova. Por isso, não é raro certas canções fazerem parte para sempre da vida de quem se uniu embalado por elas”, explica. Ela própria conhece quem começou a namorar e se casou ao som de Garoto maroto.

Alcione tem 66 anos, nasceu em São Luís (Maranhão). Quando fazia um show em São Paulo, foi vista por Jair Rodrigues, que a apresentou ao produtor Roberto Menescal. “Sou afilhada musical de Jair Rodrigues”, afirma, com orgulho. O primeiro disco, A voz do samba, é de 1975. Alcione vive e trabalha no Rio de Janeiro, onde chegou em 1968. “Sempre foi meu sonho morar na cidade que é a vitrine do Brasil”, revela. Projeto este que vinha do desejo de ampliar o campo de trabalho. Apesar disso, pondera, a mudança não foi decidida repentinamente. “Meu pai disse que eu precisava me formar antes, então conclui o curso de professora”, recorda, vendo no conselho cuidados com a filha.

“A vida no Rio, nos primeiros tempos, não foi fácil”, conta Alcine. Ela trabalhou como vendedora em loja de discos durante muito tempo, até começar a participar de programas de calouros. “Fui cantora da noite, o que foi muito bom. É um termômetro de como anda a sua música”, ensina. “Sinal que o trabalho vai bem, em início de carreira, é o aplauso, mas também o fato de as pessoas passarem a cumprimentar você na rua, e começarem a surgir shows ao vivo”, conta. “Lançado o disco, a evidência de que ele foi bem recebido, além da música tocar no rádio, é o reconhecimento que vem da rua, ouvir as pessoas cantalorando uma canção que você gravou”, observa.

“Também busco o meu público, não fico esperando ele vir”, explica Alcione. O meio musical, devido às novas mídias, mudou em relação ao que ela conheceu no início. “Hoje, é possível ter carreira artística sem ter de sair da cidade em que se mora”, diz, citando Alceu Valença e Fagner, que vivem em Olinda e Fortaleza, respectivamente. “Acho bom porque há quem queira ficar onde é o seu lugar”, pondera. Mas, avisa que não há como deixar de fazer trabalhos no Rio ou em São Paulo. “Onde tiver dinheiro você tem de ir buscar”, brinca, lembrando de conselho ouvido da cantora Nara Leão.

Alcione
Show sábado, às 22h. Chevrolet Hall, Avenida Nossa Senhora Carmo, 230, Savassi, (31) 4003-5588. Ingressos: Arquibancada: 1º e 2º lotes esgotados; 3º lote: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada); mesas (para quatro lugares): setor 1: R$ 400; setor 2: R$ 360.

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