Totonho Villeroy apresenta o disco 'Samboleria' em show no Teatro Bradesco

Trabalho une duas vertentes musicais do cantor: o samba e a música latina

por Walter Sebastião 22/08/2014 11:05

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Leo Aversa/divulgação
(foto: Leo Aversa/divulgação)
“Para mim, cantar e compor são coisas conectadas. Sempre admirei Chico Buarque e Tom Jobim. A arte deles é o canto e a música. Isso é perfeito”, afirma Antonio Villeroy, que faz show nesta sexta em BH para apresentar seu novo disco, 'Samboleria'. O projeto dá vazão a duas vertentes de seu trabalho: o samba e a influência latina. Em ambos os casos, o compositor explora diferentes trilhas. Bossa nova, samba-rock e partido alto marcam presença, assim como rumba, bolero e sonoridades hispânicas.


“Apesar da diversidade, Samboleria tem cara de álbum. Há unidade entre as músicas”, explica o autor. O repertório do show trará novidades, como a faixa-título, Ponto com e sem e O peixe quer água, além de canções de outros discos, que fizeram a fama de Villeroy, especialmente na voz de Ana Carolina. Foi ele quem compôs Tolerância e Pra rua me levar, hits da mineira.

O cantor promete show quente, com som cheio e bem tocado. Trouxe dois músicos – Marquinhos Cee (bateria) e Marco Lobo (percussionista) – e recrutou os outros em BH: Ivan Corrêa (baixo), Gustavo Figueiredo (teclados), Magno Alexandre (violão e guitarra), Chico Amaral (sax e flauta), Pedro Aristides (trombone) e Paulo Márcio (trompete).

Antonio Villeroy anda feliz da vida com Samboleria. “Ele tem sonoridade especial. Estou mais inteiro nesse disco e retomei o prazer de cantar, foi assim que comecei a minha carreira. Como minhas músicas eram gravadas por outros artistas, botei o burro na sombra e fiquei com preguiça de ir para a estrada. Agora estou de volta”, brinca.
O gaúcho nem gosta de comparar o novo trabalho com os anteriores, ainda veja uma ponte com Sinal dos tempos. “Entre os dois discos, casei-me e fui pai de uma menina. Isso fez bem para a música, o canto e a concentração. Você separa o que é essencial da tralha”, garante.

Mestre Lançado em 1995, o disco Totonho Villeroy traz participações especiais do mineiro Toninho Horta e do gaúcho Renato Borghetti. Toninho é um mestre, diz ele. “Foi Beijo partido, cantada por Milton Nascimento, que me levou a compor. Essa canção tem arte e mistério, o mesmo que senti quando ouvi Chico Buarque”, recorda. Ana Carolina é a principal intérprete de suas composições. Sete faixas do disco Perfil, lançado pela mineira, levam a assinatura dele. Maria Bethânia, Gal Costa, Mart’ Nália e Luiza Possi também gravaram músicas do gaúcho.

Villeroy tem o hábito de, a cada show, convidar músicos locais para tocar com ele. Com isso, vem constatando que o Brasil tem instrumentistas de alto nível, com linguagem universalizada e que ouvem de tudo. “Trabalhar assim facilita o trabalho e traz frescor para as músicas, que ganham um pouquinho de sotaque local”, conclui.

 

O aluno de Koellreuter

José Antonio Franco Villeroy, também conhecido como Totonho Villeroy, tem 53 anos. Nascido em São Gabriel (RS), ganhou o primeiro violão aos 13 e passou a tirar músicas de ouvido. Montou com os irmãos a banda de rock A Mursa, participou de festivais promovidos por secundaristas, passou a fazer shows em Porto Alegre e cidades do interior gaúcho. Em 1985, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou harmonia funcional com Ian Guest e contraponto com Hans-Joachim Koellreuter. Fez pesquisas nas áreas de história da música e musicoterapia. Em 1990, gravou os primeiros discos: Totonho Villeroy e Trânsito.

 

ANTONIO VILLEROY
Lançamento do CD 'Samboleria'. Teatro Bradesco. Rua da Bahia, 2.244, Lourdes, (31) 3516-1360. Nesta sexta, às 21h. Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada).

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