Músico gaúcho Rodrigo Tavares e banda se apresentam no Teatro Bradesco

Tavares foi do Fresno, toca com Humberto Gessinger e lidera o grupo Esteban

por Walter Sebastião 13/08/2014 09:28

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Cisco Vasques/Divulgação
(foto: Cisco Vasques/Divulgação)
Leva o nome de 'Adiós, Esteban!' o show que o cantor, compositor e multi-instrumentista gaúcho Rodrigo Tavares faz hoje, às 21h, no Teatro Bradesco. O artista é natural de Camaquã, mas se criou em Pelotas ouvindo música regional, o gaitista Renato Borghetti e os argentinos Fito Paez e Charly Garcia, referências de uma música que também evoca os muitos caminhos do rock inglês. Entre outras canções, Rodrigo vai apresentar Segunda-feira, Pianinho e Canal 12. “O que faço é rock platino, com muito violão, acordeom, piano, e letras que falam de coisas muito pessoais”, explica.

“Sempre sonhei em ser o cara tatuado que chega no palco, senta ao piano e mostra músicas que falam por si mesmas. Não temos algo assim. E é isso que eu estou fazendo”, afirma, vaidoso. O projeto, conta Rodrigo, é trazer elementos da Serra Gaúcha e aspectos que são da formação dele. “O que nem é projeto só meu, mas de vários artistas do Sul”, recorda, lembrando Nenhum de Nós e Engenheiros do Hawaii, bandas que ouvia na adolescência. Rodrigo tocou baixo no grupo Fresno e atualmente é guitarrista da banda de Humberto Gessinger. No palco, hoje, vai estar ao lado de Paulinho Goulart (acordeom), Jorge Dorfman (baixo) e Márcio Camelo (bateria).

“Quando você é do Sul, a música platina é parte da sua personalidade”, justifica Rodrigo, se referindo a criadores da Argentina e Uruguai. Foi escutando o que era tocado na rádio de sua cidade que conheceu Fito Paez e Charly Garcia. “São grandes compositores, com voz pequena, desligados da ideia da perfeição e cuja música é um blog da vida deles”, argumenta. “Podem fazer a primeira música de um disco ser um rock e a última uma salsa, sem ficar pensando nisso. Tudo que fazem é tão rico que dá pena de chamar de pop. Eles são maestros. Quando ouvi mais a fundo, percebi o quanto tinha tudo a ver comigo, mais do que o Led Zeppelin, que gostava muito, mas não dava tesão.”

O momento, como conta Rodrigo Tavares, é dedicação ao Esteban, “provando para a galera que se pode fazer rock com outros instrumentos”. Está encerrando a turnê do disco Adiós Esteban (“vi a frase numa foto que recebi, achei forte e resolvi usar para nome do disco”). Um novo trabalho, também só com composições de Rodrigo, já está pronto e passa por fase de acabamento. Até queria lançar o disco Saca la muerte de tu vida em outubro, mas prefere aguardar melhor momento, o que, estima, será março de 2015.

'Esteban'
Show da banda gaúcha. Hoje, às 21h, no Teatro Bradesco (Rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Ingressos a R$ 80 e e R$ 40 (meia-entrada).

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