Discoteca pública preserva memória da música mineira e brasileira

Em novo espaço no Mercado do Cruzeiro, Discoteca Pública reúne acervo de 15 mil títulos em formatos variados

por Ailton Magioli 04/08/2014 09:41

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Jair Amaral/EM/D.A Press
Edu Pampani conta que o público cativo da Discoteca Pública, agora em novo endereço, são ''os meninos'' na faixa de 60 anos (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Da Floresta, na zona Leste, para o Cruzeiro, na Centro-Sul, a Discoteca Pública chega à terceira sede em nove anos de atividade, comemorando o crescimento da visibilidade. “A visitação quintuplicou”, contabiliza o empreendedor cultural Edu Pampani, autor da iniciativa que vem ganhando cada vez mais usuários na capital.

Se anteriormente o espaço recebia cerca de 10 pessoas por dia, hoje, no Mercado Distrital do Cruzeiro, o número saltou para até 50 visitantes/dia, atraídos pelo acervo de 15 mil títulos, entre LPs e compactos, além de discos de 10 polegadas (mini LP). Natural de Salvador (BA), ao chegar a BH em 2002, Edu Pampani criou o projeto A música que vem de Minas, por meio do qual divulga e comercializa a produção mineira via internet.

Posteriormente, lançou a Discoteca Pública, além de criar a Feira do Vinil, que atualmente funciona na Galeria Inconfidentes (Savassi). São braços da mesma iniciativa que visam divulgar o hábito crescente de cultivar o vinil. Com mais de 15 lojas especializadas no produto catalogadas, Edu Pampani lembra que a maioria funciona na Galeria do Rock (Praça 7), além de outras na Galeria BH (Av. Amazonas), no Edifício Maletta (Av. Augusto de Lima) e em outros endereços.

A mudança da Discoteca Pública para o Mercado Distrital do Cruzeiro, há pouco mais de um mês, partiu de convite feito pelo produtor cultural Kuru Lima, da Cria Cultura, que implantou espaço gastronômico-cultural no local, batizado agora de Distrital. “Estamos funcionando em sistema soft opening (abertura extra-oficial)”, anuncia Edu Pampani, salientando que, além da Discoteca Pública, estão lá a Academia do Café, o Cum Panio Atelier de Pães e o Balaio de Gato.

A inauguração oficial do Distrital, que ocupa 600 metros quadrados do espaço, onde funcionou um supermercado, está prevista para este mês. “Trata-se de proposta de ocupação interessante do mercado”, relata o empreendedor cultural, elogiando a atmosfera que cheira a frutas e legumes. “A localização também é muito boa. Estamos próximos da Savassi e a poucos quilômetros da Praça Sete”, comemora. O Distrital receberá a Feira do Vinil sempre no terceiro sábado de cada mês. A primeira, no dia 9, homenageará o roqueiro Serguei.

O público cativo da Discoteca Pública, de acordo com Pampani, são os “meninos” na faixa de 60 anos, o que ele atribui ao fato de grande parte do acervo ser das décadas de 1950-60 (15 mil títulos datam de 1951 para cá). “Os de 78 RPM são poucos, cerca de 1 mil títulos”, contabiliza o empreendedor. “Não se trata apenas de um acervo de discos raros mas também do acervo do artista, independentemente de quantos discos ele gravou. É tocante ver o músico chegar aqui e encontrar sua discografia completa”, conta Pampani, que cobra R$ 15 por gravação de CDs, além de disponibilizar os mesmos em MP3, gratuitamente, enviando o link para os interessados. “Cobramos apenas o disco físico, para o qual temos de adquirir material para a capa”, explica Pampani.

DISCOTECA PÚBLICA
Rua Ouro Fino, 452, Loja 27, Cruzeiro. Aberta de segunda a sexta-feira, das 11h às 20h. Entrada franca.
 
Assista ao vídeo sobre a Discoteca Pública:
 
 

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