Milton Nascimento vai subir ao palco com o Coral Lírico e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

por Ana Clara Brant 03/08/2014 07:00

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Rodrigo Clemente/EM/D.A Press
Milton Nascimento se apresenta com orquestra e coral lírico (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)

Milton Nascimento aceitou com gosto o convite para subir ao palco do Palácio das Artes com o Coral Lírico e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. O repertório terá novas releituras de sua obra. “Dois tipos de convite me deixam muito feliz: tocar de graça em praça pública e fazer concerto com orquestra, não importa a cidade, a distância nem o lugar. Eventos assim são sempre muito especiais”, diz o cantor e compositor.

“Quando me contaram do encontro em BH, imediatamente me senti uma pessoa com ainda mais sorte do que já tenho”, comemora Bituca. A Banda 5 também participa do projeto Sinfônica pop, que será encerrado hoje. Ela é formada por feras que acompanham Milton: Wilson Lopes (guitarra, direção musical e arranjos), Lincoln Cheib (bateria), Kiko Continentino (piano), Widor Santiago (sopros) e Gastão Villeroy (baixo).

“O repertório foi escolhido em conjunto por todos os envolvidos no projeto, e isso foi uma das primeiras coisas que decidimos. Wilson trabalhou bastante em novos arranjos para canções como Um gosto de sol, Nada será como antes e Maria solidária. O resto é surpresa”, avisa Bituca.

SINFÔNICA POP COM MILTON NASCIMENTO
Palácio das Artes. Av. Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400. Com Orquestra Sinfônica e Coral Lírico de Minas Gerais . Clássicos do Clube da Esquina em arranjos orquestrais. Hoje, às 19h. R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

três perguntas para...

Milton Nascimento
Cantor e compositor

Você faz música popular, mas sua obra não deixa de ter elementos do universo erudito. Como você vê essa relação entre o erudito e o popular?

Independentemente de qualquer estilo, época ou formação, o mais importante de tudo sempre vai ser a música. Isso sim é o que as pessoas buscam, seja no som erudito ou no popular. Cada pessoa vai absorver de uma forma diferente, é por isso que nunca busquei rotular nada do que faço. Deixo que cada um tenha a sua própria percepção do que realmente representa minha música. Quando gravo uma canção, jamais penso em outro objetivo que não seja o simples fato de fazer música. O resto o vento leva.

O que você acha de projetos como o Sinfônica pop, que se propõem a aproximar os dois universos?

Toda atitude que busque aproximar ainda mais as pessoas da música merece a máxima honraria. E uma das coisas mais bacanas desse projeto é o fato de o ingresso ser muito mais acessível do que em outros concertos, ainda mais num lugar histórico como o Palácio das Artes. Todos ganham com a popularização dos projetos com orquestra tocando ao vivo. É um tipo de magia que não pode ser limitado apenas ao poder da grana.

Quais são os seus novos projetos para este ano?

Tenho um disco de inéditas pronto para ser lançado ainda em 2014, mas confesso: não tenho tanta pressa. Deixo que a coisas aconteçam naturalmente. De certo, mesmo, temos mais alguns shows com Criolo em São Paulo e no Rio de Janeiro – todos da turnê Linha de frente. Depois, sigo para a Polônia, onde me apresento com Esperanza Spalding, Herbie Hancock e Wayne Shorter no mesmo palco. Em novembro, vou para os Estados Unidos fazer turnê de costa a costa ao lado da minha banda.

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