Confira lista de álbuns lançados nesse semestre que se destacaram

Os veteranos Titãs e Skank estavam devendo bons discos aos fãs e surpreenderam com as produções recentes

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Este ano tem se mostrado pouco inspirado no campo fonográfico. Houve bons lançamentos nos primeiros seis meses, mas a produção foi aquém das expectativas. É claro que alguns trabalhos se destacaram, e são eles os enumerados nesta página. Os veteranos Titãs e Skank estavam devendo bons discos aos fãs e surpreenderam com as produções recentes. O mesmo se pode dizer de Ian Ramil e Juçara Marçal, cujas estreias solo estão entre os mais interessantes trabalhos da temporada. Lá fora, Michael Jackson, morto em 2009, continua a causar, e a britânica Lily Allen será presença garantida na lista de melhores de fim de ano.

IAN - Ian Ramil - Escápula Records

O álbum de estreia do cantor e compositor gaúcho de sobrenome ilustre (Ian é filho de Vitor Ramil e sobrinho da dupla Kleiton & Kledir) se sobressai em um mar de mesmices pela linguagem simples e, ao mesmo tempo, arrojada das letras, além da sonoridade que busca ousadia sem abrir mão do tempero radiofônico. O canto de Ian convida, os arranjos envolvem. Uma pérola pop que merece ser ouvida.

Sheezus - Lilly Allen - Regal Records

A londrina de 29 anos canta com jeitinho de menina, mas suas canções são para gente grande. Uma das artistas mais interessantes de sua geração, Allen subverte a pasmaceira do universo pop com versos provocativos e um som instigante. Ciente de que o papel de boa moça não lhe cai bem, fala palavrão e chama para a briga as rivais Kate Perry, Lorde e Lady Gaga — Lilly Allen ganha.

Xscape - Michael Jackson - Epic Records/MJJ Music

Qualquer lançamento do Rei do Pop, só por se tratar dele, já causaria burburinho. A diferença é que este segundo álbum póstumo de Michael, morto em 2009, é realmente surpreendente. Não pela qualidade, mas por tantas preciosidades terem ficado guardadas por todo esse tempo. Viajar pelas oito faixas de 'Xscape' (algumas arquivadas desde a década de 1980) é ouvir MJ em excelente forma vocal.

Nheengatu - Titãs - Som Livre

Talvez os mais novos conheçam a banda paulistana apenas pelas baladas que infestaram as rádios nos anos 1990 e 2000, mas é o rock pesado que está no DNA dos Titãs. Evocando a sonoridade e até temáticas raivosas dos primeiros trabalhos — inclusive a obra-prima 'Cabeça dinossauro' (1986) —, o agora quarteto presenteia os fãs exigentes com o 14º disco e mostra que o rock ainda pulsa neles.

I never learn - Lykke Li - LL Records

Se os dois primeiros álbuns de Lykke Li sinalizaram que a cantora poderia se tornar uma nova estrela do pop, 'I never learn' mostra que ela não está tão interessada no título. A dona do hit 'I follow rivers' entrega um terceiro disco triste e ambicioso, mas ainda assim comercial. A sueca usa as influências de Adele, Beyoncé, Grimes e Lorde para criar um universo único e irresistível.

Lazaretto - Jack White - Third Man Records

O segundo disco solo de Jack White não é uma grande surpresa se comparado ao antecessor, 'Blunderbuss' (2012), mas isso não torna o trabalho menos incrível. Apostando mais uma vez na mistura de rock, soul, country e folk, e unindo as duas bandas da tour anterior — uma formada só por mulheres e outra só por homens — White mostra que não lhe falta personalidade: Lazaretto é um disco que somente o próprio poderia fazer.

Velocia - Skank - Sony Music

Depois de seis anos sem lançar um disco de inéditas, o Skank retorna com 'Velocia', um trabalho maduro e atual, que exibe um grupo cheio de gás, apesar dos 23 anos de estrada. O passeio pelos diversos ritmos que fizeram parte da trajetória dos mineiros, como o reggae, o rock, o ska e o pop, e a aposta em novas e antigas parcerias, como Nando Reis, Lucas Silveira (Fresno), Emicida e BNegão, mostram uma banda que consegue manter a sua essência, sem ficar estagnada.

Encarnado - Juçara Marçal - Independente

Em um ano de poucas revelações femininas na música brasileira, 'Encarnado', da paulistana Juçara Marçal, vale por todos os discos que não saíram. A cantora não é nenhuma iniciante — trabalha com música desde os anos 1990, em grupos como o Vésper e o Metá Metá — mas com o primeiro álbum solo, ela renasce como artista e conquista ainda mais admiradores. São 12 interpretações arrebatadoras para canções que versam sobre a vida e a morte.

Nação Zumbi - Nação Zumbi - Som Livre

A Nação Zumbi volta mais pop no oitavo álbum de estúdio, sem deixar de lado a sonoridade crua e pesada do antecessor 'Fome de tudo' (2007). O novo disco é um trabalho sólido de uma banda que não depende de um integrante só, é formada por talentos de todos os lados. Dos riffs do guitarrista Lúcio Maia, passando pela bateria de Pupillo, o baixo de Dengue, a voz de Jorge Du Peixe, além da tradicional cozinha percussiva: cada músico é uma peça de um quebra-cabeça único.

G I R L - Pharrell - Columbia Records

As mais de duas décadas que Pharrell se dedicou a produzir singles de sucesso para vários artistas da música pop resultaram em um dos discos mais dançantes e empolgantes de 2014. G I R L, o segundo álbum de sua carreira solo, tem um pouco de cada músico com quem Pharrell já trabalhou, de Justin Timberlake a Daft Punk, o que, ao contrário de desmerecer o artista, mostra que ele é um dos principais e melhores representantes da música atual.

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