Boate internacional Provocateur abre filial em Belo Horizonte

Nova casa fica localizada na esquina das avenidas do Contorno e Prudente de Morais, no Santo Antônio

por Helvécio Carlos 11/07/2014 09:16

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Eugênio Gurgel/Esp EM D A Press
DJ Juliano Maia é o primeiro residente da nova casa noturna da capital mineira, mas outros virão (foto: Eugênio Gurgel/Esp EM D A Press)
Foram dois anos de espera para a inauguração da Provocateur, a boate com matriz em Nova York e filiais em São Paulo e, agora, Belo Horizonte. Tanta expectativa pode gerar algumas frustrações, especialmente pelo rigor em alguns quesitos, como, por exemplo, a exigência de um dress code. Em uma das festas de abertura, no fim de semana, teve gente repreendida pelo look. “Estava com uma camiseta e calça elegantes. Mas disseram que da próxima vez não entro”, comentou um dos curiosos, que preferiu manter o anonimato.

Um dos sócios do empreendimento, Marcelo Diogo coloca panos quentes e garante que a base do seu dress code é a elegância. “O que não quer dizer apenas no jeito de vestir”, explica. “Gritar na portaria, desrespeitar os funcionários, perder o controle por estar bêbado – isso é deselegante.” Para o empresário, a boate chega para incrementar o entretenimento de luxo. “Belo Horizonte sempre foi referência nesse segmento, mas, desde os tempos áureos da boate naSala, o público estava órfão”, avalia.

A ideia de trazer um empreendimento capaz de ocupar esse espaço começou a ser estruturada há três anos por um grupo liderado pelo empresário Marcus Buaiz, marido de Wanessa Camargo. A ele e seus sócios se uniram Marcelo Diogo, Pedro Henrique Cruz e Hugo Almeida. Mas a Provocateur não foi a primeira opção.

“Já havíamos negociado os direitos com a Kiss and Fly, também com sede em Nova York, mas com a tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, optamos pela troca”, conta Diogo. Mais tarde, às vésperas da inauguração, se uniram ao empreendimento outros seis investidores. O projeto da Provocateur consumiu cerca de R$ 5 milhões. A demora para a abertura foi reflexo também dos problemas com o incêndio da Kiss. “Houve muita mudança na legislação municipal, mas hoje estamos 100% de acordo com essas exigências de segurança”, conclui.

O funcionamento da casa será as sextas-feiras e sábados. Marcelo Diogo prevê que em três meses no máximo o público vai se dividir naturalmente. “Quem está com idade entre 25 e 30 anos vai se divertir às sextas. A turma entre 30 e 40, no sábado”, acredita. Para determinar esse caminho, as noites serão animadas por vários DJs. Juliano Maia será o residente, mas o nome de um segundo residente será anunciado em breve. O som da casa dará prioridade ao deep house e à disco music. “Vertentes muito fortes nas noites da Europa e dos Estados Unidos”, aposta.

Banheiro dá canseira

A Provocateur está dividida em três pisos. No primeiro, irá funcionar um café, com inauguração prevista para setembro.
O segundo piso é ocupado pela pista de dança, cabine do DJ, dois bares e camarotes. No terceiro andar, banheiros e acesso ao fumódromo. O projeto do designer alemão Rudolf Piper, da equipe do Studio 54, de Nova York, é correto, mas peca justamente pela localização dos banheiros. O sobe e desce de escadas, depois de umas e outras, não é nada interessante.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE MÚSICA